terça-feira, 24 de abril de 2012

A cidade, o caos e o transporte


Após os momentos tensos do concurso público da prefeitura de Campos, suspenso, pelas irregularidades que se apresentaram antes e durante as aplicações da prova, as incertezas e o caos prevalecem...
Nos últimos dias os reflexos diários foram no deslocamento da população. Numa cidade em que o trânsito carece de ações imediatas, onde falta planejamento e prevalece o amadorismo, a greve dos rodoviários completou uma semana e nos remete ao conceito de cidade, que muito me aprecia e estamos cada vez mais distante em nossa planície.

Na sistematização do conceito de cidade, interagem a aglomeração, o cotidiano e a produção social. Na prática, esses conceitos permitem enxergar o seguinte: quanto menor a intervenção do poder público na organização dos espaços, na segregação, construção das diferenças e diversidades maior serão as dificuldades enfrentadas no cotidiano dos cidadãos. É assim quando uma gestão pública não investe e não dialoga sobre a qualidade do transporte público, não planeja uma logística integrada às necessidades da população. É assim em Campos dos Goytacazes!

Essa greve que parece ser aproximar do fim com a aprovação do acordo pela maioria da categoria, também nos serve como reflexão. Por aqui sistema de transporte não existe, demandas e ofertas não são considerados, reestruturação também não.

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