domingo, 24 de junho de 2012

Convenção do PV aprova coligação com PC do B


O Partido Verde (PV) realizou na manhã deste sábado, no sindicato dos bancários, a convenção que definiu o direcionamento da sigla na eleição deste ano. Por 11 votos a 1, foi aprovada a coligação com o PC do B. Com esta decisão,  Andral Tavares (PV)  será o vice na chapa da pré-candidata, Odete Rocha.
A convenção do Partido Comunista do Brasil( PC do B) acontecerá no próximo dia 30 de junho.
23/06/2012 15:

sábado, 23 de junho de 2012

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PCdoB


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Campos dos Goytacazes publica Edital de convocação de sua Convenção Eleitoral que será realizada das 13 horas às 17 horas no Sindipetro NF abaixo:

COMITÊ MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PCdoB DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


1- O Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil – PCdoB de Campos dos Goytacazes CONVOCA todos (as) filiados (as) para participarem no dia 30 de junho de 2012, da Convenção Eleitoral Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes, em conformidade com o Estatuto partidário.

A Conferência Municipal será realizada no Sindipetro NF - Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, das 13 horas às 17 horas, localizado na Avenida 28 de Março, Centro, nº 485, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. 

Terão direito a voz e voto os delegados eleitos nas assembleias de base.

2- Da pauta da Convenção Municipal constarão a seguinte ordem do dia:

-    Apreciação e Aprovação de Coligações Majoritária e Proporcional;
-    Apreciação e Aprovação dos nomes dos/as candidatos/as majoritários e proporcionais que concorrerão ao pleito esse ano;
-     Assuntos diversos.

Campos dos Goytacazes, 22 de junho de 2012.



ODETE PEREIRA DA ROCHA DUARTE
Presidenta do Comitê Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Comissão aprova PNE, mas continua luta pelos 10% do PIB


A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou, nesta quarta-feira (13), em caráter conclusivo, o texto principal do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Mas continua a luta pela fixação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação. O relator fixou o índice em 8% do PIB, mas os destaques devem ser analisados no dia 26 de junho. O projeto ainda poderá ser analisado pelo Plenário da Câmara, caso haja recurso contra a decisão da comissão.

O percentual do PIB a ser investido diretamente no setor é um dos pontos a serem analisados nos destaques. Ao encaminhar o voto pelo PCdoB, a deputada Alice Portugal (BA), disse que o Partido votava pelos 10% do PIB da educação e no restante com o relatório de Vanhoni.

“Eu como parte do governo, reconhecedora dos avanços na área da educação, mas ao mesmo tempo não posso frustrar de brigarmos até o fim. Se a comissão vota pelos 10% continua lutando para chegar em patamar maior. O PCdoB vota pelos 10%”, disse a parlamentar.

Ela explicou ainda que “fica difícil fazer drible em relação ao objetivo assertivo dessa meta que há tantos anos perseguimos”, e destacou que essa posição mais assertiva emana da vontade coletiva de deputados de todas as legendas, inclusive do PT.

Posição assertiva

Alice Portugal explicou que com a aprovação dos 10% do PIB para educação, “fazemos um gesto para análise pela equipe econômica do governo, porque existe expectativa depositada na aplicação de 10% do PIB na educação como demarcação de um novo tempo". E conclui: "Em nenhum outro período na história desse país se investiu tanto em educação como nos oito anos do governo Lula e nesses primeiros meses do governo Dilma. Nós do PCdoB compreendemos os avanços, votaremos com o relatório de Vanhoni, mas com relação a meta 20 (de investimentos) queremos uma posição mais assertiva”.

No dia anterior, durante a discussão do voto em separado do deputado Ivan Valente (Psol-SP), defendem 10%, o deputado Chico Lopes do (PCdoB-CE) também defendeu 10%. "Se não fecharmos nos 10%, não fizemos nada aqui", avaliou.

Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) disse que "se este país tem capacidade para se candidatar e ganhar para ser sede de jogos olímpicos e Copa do Mundo, como não tem para educação", apresentando trabalhos acadêmicos que ligam o baixo investimento no setor ao aumento da população de risco.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) determina as 20 metas para o Brasil cumprir até 2020. No texto aprovado, foi colocado um "respectivamente como investimento direto e total" nos valores a investir do PIB, fixados no projeto em 7,5% e 8%. Segundo o relator, este texto dá abertura para que o governo possa ampliar.

De Brasília
Márcia Xavier

sábado, 26 de maio de 2012

PCdoB - Campos convoca convenção eleitoral


 
NORMATIZAÇÃO DA CONVENÇÃO ELEITORAL MUNICIPAL 2012 DO PCdoB DE CAMPOS DOS GOYTACAZES



O Comitê Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes, com base em resolução do Comitê Central e no Estatuto Partidário, aprova a seguinte normatização para a realização da Convenção Eleitoral Municipal 2012:

Art. 1.º - A Convenção Eleitoral Municipal será realizada em Campos dos Goytacazes, no dia 30 de Junho de 2012 (sábado), na Av. Deputado Alair Ferreira, 10, (28 de março) Bairro Turf-Club, na sede do PCdoB de Campos dos Goytacazes. Os trabalhos terão início às 13 horas e se encerrarão às 17 horas do mesmo dia.

Art. 2.º - A pauta da Convenção Eleitoral Municipal do PCdoB será:
1. Análise da Situação Política;
2. Deliberação sobre a tática eleitoral majoritária do PCdoB – Campos dos Goytacazes, com a escolha do candidato a prefeito e vice;
3. Deliberação sobre a tática eleitoral proporcional do PCdoB – Campos dos Goytacazes, com a escolha dos candidatos a vereadores.

Art. 3.º - A Convenção Eleitoral Municipal será aberta e instalada pela Presidenta do Partido, e na sua ausência, por seu substituto legal.

Parágrafo Único - A eleição de delegados e delegadas à Convenção Eleitoral Municipal será realizada através de votação secreta, única e intransferível (Art. 18, do Estatuto partidário) nas Assembléias de Base.

Art. 4.º - A Convenção Eleitoral Municipal constituir-se-à de:
a) Delegados e delegadas eleitos em Assembleias das Organizações de Base com direito a voz e voto;
b) Membros do Comitê Municipal com direito a voz e voto;
c) Convidados do Comitê Municipal com direito a voz.

Parágrafo Primeiro – Os delegados e delegadas serão eleitos nas Assembleias de Base ou Plenárias de Filiados na proporção de 1 (um) delegado (a) para cada 5 (cinco) filiados e fração de 3 (três) presentes mais um delegado garantindo o número de 1 (um) suplente por base ou 50% dos delegados eleitos. Os reunidos e do total de delegados, eleger-se-à 50% de suplentes.

Parágrafo Segundo – O Comitê Municipal devem incentivar a constituição de novas Organizações de Base no processo de mobilização da Convenção, respeitando os dispositivos desta norma e do estatuto partidário.

Parágrafo Terceiro – Só terá validade as Assembleias de Base marcadas 72 horas antes no Comitê Municipal e com acompanhamento de pelo menos um membro da executiva municipal, ou outro dirigente indicado pela mesma.

Art. 5.º - Participarão da Convenção Eleitoral Municipal com direito a voto os que se filiarem ao Partido até 15 (quinze) dias antes de sua realização, respeitado o disposto no Artigo 9º sobre a contribuição financeira do membro do Partido.

Parágrafo Primeiro – O direito de voto dos (as) delegados e delegas somente se exercerá mediante apresentação da Carteira Nacional de Militante ou comprovante de requisição da mesma no ato do credenciamento. Não verificada essa condição, terão direito apenas à palavra.

Parágrafo Segundo – Para votar na Convenção Eleitoral e poder ser eleitos (as) candidato (a) do Partido, os integrantes do Comitê Municipal, previamente indicado pela Direção, bem como os integrantes do Comitê Estadual, deverão estar inscritos no Sincom e estar em dia com a contribuição partidária e ter requisitado sua Carteira Nacional de Militante, referente ao biênio 2011-2012.

Art. 6.º - Caberá ao Comitê Municipal apresentar à Convenção Eleitoral Municipal proposta de coligação e lista dos candidatos ao pleito majoritário e proporcional.

Parágrafo Terceiro – Os (as) candidatos (as) a Vereador (a) deverão estar em dia com as suas contribuições militantes e ter requisitado a Carteira Nacional de Militante, referente ao biênio 2011-2012.

Art. 7.º - A proposta de coligação e de candidatos ou não será aprovada se obtiver a maioria simples de votos dos presentes, de forma aberta, única e intransferível (Art. 18 do Estatuto do Partido).

Art. 8.º - Havendo necessidade política, a Convenção Eleitoral Municipal poderá delegar ao Comitê Municipal ou à sua Comissão Política, a atribuição de decidir sobre a coligação e aprovar os nomes dos candidatos, “ad referendum” do Comitê Estadual.

Art. 9.º - A Convenção Eleitoral Municipal instalar-se-à com a presença da maioria simples de seus delegados e delegadas eleitos.

Parágrafo único - O quórum mínimo de mobilização municipal será o correspondente a 50% (cinquenta por cento) do número de militantes mobilizados na conferência de 2011.

Art.10. - As Assembléias de Base serão acompanhadas pela executiva municipal que poderá indicar um membro do Comitê Municipal para acompanhá-la, devendo ser convocados (as) todos (as) os (as) filiados (as) da área de atuação de cada base.

Art. 11. - As Assembléias de Base deverão ser realizadas visando garantir o cumprimento da pauta, objetivando a participação de maior número de filiados (as).

Art. 12. - As Assembléias de Base deverão tratar da seguinte pauta:
• Situação política e Tática eleitoral de Campos dos Goytacazes 2012;
• Plano de atuação eleitoral majoritária e proporcional, com estabelecimento de metas de votos da base para o pleito proporcional;
• Eleição de delegados e delegadas para a Convenção Eleitoral 2012.

Art. 13. - As Assembléias de Bases deverão ser realizadas no período de 25 de Maio à 19 de Junho de 2012.

Art. 14. - As atas das Assembléias de Bases, com os nomes legíveis e assinaturas, deverão ser entregues ao Comitê Municipal no prazo máximo e inadiável de 21 de Junho de 2012.

Art. 15. - Os casos não previstos serão resolvidos pela Comissão Política Municipal.

Campos dos Goytacazes, 25 de Maio de 2012.

Comitê Municipal de Campos dos Goytacazes

terça-feira, 15 de maio de 2012

Jandira quer superar resistência para aprovar taxação de fortunas

O projeto que cria a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF) deve voltar à pauta de votação na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (16). A relatora do projeto, a deputada e médica Jandira Feghali (PCdoB-RJ), lamentou a manobra que impediu a aprovação na semana passada. Apesar das resistências de alguns parlamentares, Jandira luta pela aprovação da matéria que destinará mais verba para a saúde.


Leia mais no Vermelho.

Morre Sérgio Diniz

O professor Sérgio Diniz (PPS), ex-deputado estadual e ex-vereador, morreu nesta segunda-feira. A informação foi confirmada por familiares. Segundo informa o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, em seu blog Opiniões, aqui, ele morreu por volta das 15h15, vítima de um infarto fulminante, aos 69 anos. Ainda de acordo com o blog, o corpo será velado a partir das 19h, na Universidade Candido Mendes, onde ele atuou como professor e o sepultamento será no Campo da Paz ao meio dia.

O presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim, decretou luto por três dias pela morte do ex-vereador e professor Sérgio Diniz.

Apesar de não ter se elegido para a Câmara Federal na última eleição, teve uma boa votação. Foi o segundo, em todo o Estado, do seu partido. Totalizou 16.452 votos. Em Campos, somou 13.928. Só perdeu para Anthony Garotinho e Arnaldo Vianna.

Diniz era um dos nomes mais cotados para disputar a Prefeitura neste ano pelo PPS.

Genro do falecido prefeito Zezé Barbosa, vale lembrar que, na eleição em 1990, os dois foram candidatos a deputado federal. Na divisão de votos, não se elegeram.

Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A ditatura e a usina de Cambahyba


"Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”


Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.

Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.

Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.

Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.

A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).

David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados 

Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.

“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”

Os dez presos incinerados

-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).

O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.

Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”

“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

terça-feira, 1 de maio de 2012

Em mensagem, Dilma critica lógica perversa do setor financeiro

A presidente da República, Dilma Rousseff

Em pronunciamento veiculado em rede nacional de rádio e TV na noite desta segunda-feira (30), alusivo ao 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, a presidente Dilma Rousseff criticou os bancos pelas exorbitantes taxas de juros que praticam nas operações de crédito.




A presidente disse que, além de cuidar da economia, quer ser conhecida pela defesa da capacitação profissional do trabalhador brasileiro. “Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas”, afirmou.

Uma das iniciativas nesse sentido, segundo Dilma, é a concessão de bolsas para 100 mil brasileiros estudarem em universidades estrangeiras por meio do Programa Ciência sem Fronteira, que a presidente chamou, no pronunciamento, de Brasil sem Fronteira. A capacitação profissional, continuou a presidente, contribui para a luta contra a pobreza extrema, a conquista de melhores salários e, consequentemente, permite ao trabalhador ter acesso a mais bens e serviços.

Dilma cobrou dos bancos privados mais esforços para reduzir as taxas de juros cobradas em empréstimos, cartões de crédito e no cheque especial. E aconselhou o brasileiro a procurar os bancos que ofereçam as taxas mais baixas.

“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disse Dilma.

Para a presidente, com a queda da taxa básica de juros e a inflação estável, os bancos privados estão sem argumento para explicar a manutenção dos altos juros cobrados dos clientes. “O setor financeiro, portanto, não tem como explicar essa lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem”.

De acordo com a presidente, somente quando os juros nacionais chegarem ao patamar das taxas internacionais, a economia brasileira “será plenamente competitiva”, saudável e moderna.

Para fortalecer a economia do país e estimular a abertura de vagas de trabalho, Dilma citou que, no seu governo, retirou impostos incidentes sobre a folha de pagamento, “dando mais alívio ao empregador e mais segurança ao empregado”. E defendeu a necessidade de se investir em educação de qualidade "em todos os níveis" e, também, na qualificação e treinamento dos trabalhadores.

No pronunciamento que fez para comemorar o Dia do Trabalho (1º de maio), a presidente Dilma Rousseff também garantiu que irá combater “malfeitos e malfeitores”.

Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 24 de abril de 2012

PCdoB realiza exitosa Conferência Municipal sobre a Emancipação da Mulher


Avançar na luta pela ampliação dos direitos da Mulher e superar a subestimação do movimento emancipacionista. É com este objetivo que o comitê municipal do Partido Comunista do Brasil, em Campos, realizou nesta terça (24), a etapa municipal da 2ª Conferência sobre a Emancipação da Mulher. O evento teve início às 19h, na sede do Partido e contou com ampla participação dos convidados.



A mesa foi composta pela militante da UBM, Izabel Pimentel, a presidente do PCdoB - Campos, Professora Odete Rocha, a coordenadora da UBM - Campos, Vera Maria Oliveira e a advogada e coordenadora da UNEGRO, Leilza Azeredo.

Segundo a coordenadora municipal de Mulheres do PCdoB, Vera Maria Oliveira, “o evento pretende reunir de forma organizada toda sua militância, elegendo delegados e delegadas para etapa estadual da Conferência”.



A etapa estadual ocorrerá no dia 06 de maio, no auditório do Cremerj – Praia de Botafogo – das 9h às 16h. E por fim, a etapa nacional, que acontecerá de 18 a 20 de maio, em Brasília.

A cidade, o caos e o transporte


Após os momentos tensos do concurso público da prefeitura de Campos, suspenso, pelas irregularidades que se apresentaram antes e durante as aplicações da prova, as incertezas e o caos prevalecem...
Nos últimos dias os reflexos diários foram no deslocamento da população. Numa cidade em que o trânsito carece de ações imediatas, onde falta planejamento e prevalece o amadorismo, a greve dos rodoviários completou uma semana e nos remete ao conceito de cidade, que muito me aprecia e estamos cada vez mais distante em nossa planície.

Na sistematização do conceito de cidade, interagem a aglomeração, o cotidiano e a produção social. Na prática, esses conceitos permitem enxergar o seguinte: quanto menor a intervenção do poder público na organização dos espaços, na segregação, construção das diferenças e diversidades maior serão as dificuldades enfrentadas no cotidiano dos cidadãos. É assim quando uma gestão pública não investe e não dialoga sobre a qualidade do transporte público, não planeja uma logística integrada às necessidades da população. É assim em Campos dos Goytacazes!

Essa greve que parece ser aproximar do fim com a aprovação do acordo pela maioria da categoria, também nos serve como reflexão. Por aqui sistema de transporte não existe, demandas e ofertas não são considerados, reestruturação também não.

domingo, 15 de abril de 2012

Memórias da resistência

15 de Abril de 2012 - 6h33

Guerrilha do Araguaia não foi episódio qualquer, diz Paulo Abrão


O presidente da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, afirmou neste sábado (14) que a Guerrilha do Araguaia, que completou 40 anos no último dia 12, não foi um episódio qualquer da história do Brasil, mas um momento no qual houve um massacre direcionado a um conjunto de brasileiros resistentes em uma das maiores mobilizações militares.


A data foi lembrada durante o Sábado Resistente, ciclo de eventos realizado uma vez por mês no Memorial da Resistência de São Paulo. O evento é organizado pelo Memorial e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, para lembrar o período da ditadura militar no Brasil.

O encontro deste sábado debateu o legado do movimento guerrilheiro, além da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo Estado na região. “Reunir quase 3 mil soldados para dizimar a vida de 79 militantes é uma brutalidade que precisa ser cada vez mais denunciada e transformada em uma questão de debate público nacional para que as pessoas tenham consciência de que a violência da ditadura tem reflexos até os dias de hoje", disse Abrão.

Segundo ele, é necessário um trabalho cotidiano para superar a cultura da violência."Esse é o legado que a juventude do Araguaia deixa para nós”, acrescentou.

Atualmente, destacou Abrão, o país vive em uma democracia, porém ainda existem ambientes autoritários e de opressão nesse regime. “Saber se dar conta disso é perceber que a democracia não é um fim em si mesmo, é um processo, e nossa tarefa hoje não é mais a de simplesmente reconquistar o direito de votar e viver com liberdade, e sim o de democratizar nossas relações sociais e aquilo que nos iguala enquanto cidadãos.”

Para o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, Maurice Politi, é preciso regatar, a todo momento, os movimentos de resistência à ditadura militar, porque durante muitos anos passou-se uma borracha em cima do que aconteceu no país e, por isso, a juventude não conhece esse período da história. “Partimos do princípio de que só conhecendo o passado podemos entender o presente e construir um futuro melhor para que períodos como aquele não se repitam mais", disse ele.

Um dos homenageados do dia, José Moraes, conhecido como Zé da Onça, era um camponês que vivia no Araguaia e apoiou os guerrilheiros que lá se instalaram, ajudando-os com alimentação, abrigo e transporte de mantimentos “Eu me sinto muito emocionado, forte, porque eles eram pessoas humildes, que ajudavam os outros. Eles viam uma pessoa pela primeira vez e parecia que já a conheciam há 200 anos. Eu amava aquele povo. O que lembro dos guerrilheiros, eu vi e conto o que vi ao vivo. Eu convivi com eles.”

O movimento guerrilheiro no Araguaia começou no fim dos anos 1960 para lutar contra a ditadura militar. Organizado pelo PCdoB, o grupo acabou constituindo o primeiro movimento que enfrentou com armas nas mãos o Exército durante o regime militar. No conflito, morreram mais de 60 pessoas e muitos corpos continuam desaparecidos.

Agência Brasil

sábado, 14 de abril de 2012

Desrespeito da Prefeitura de Campos começa antes mesmo do servidor entrar

Prefeitura de Campos faz acordo e consegue que a Justiça mantenha concurso


A secretária de Planejamento e Gestão, Ana Lúcia Boynard Mendonça, informa que foi revogada pelo Juízo da 3ª Vara Cível de Campos, a decisão que suspendia a realização do Concurso Público no dia 15 de abril. As provas serão aplicadas normalmente no domingo, dia 15, sem alteração nos horários e locais divulgados pelo Cartão de Confirmação de Inscrição.

O juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, teria reconsiderado a decisão que suspendia o concurso público. Diante da nova decisão, que teria sido embasada por uma acordo entre o advogado das partes, que entraram com a ação, e a Procuradoria do Município, as provas estão mantidas.

Em entrevista por telefone a Folha, o advogado Túlio Fiori Rezende, que representa dois candidatos, confirmou o acordo, que garante aos seus clientes o direito de fazer as provas em Campos. A polêmica foi iniciada, quando alguns candidatos foram encaminhados para fazer provas fora de Campos, tendo em vista que, segundo a Justiça, o edital não prevê isso.

O concurso público da Prefeitura de Campos  têm 53 mil inscritos. Em Campos são 26 os locais de realização das provas, onde farão provas candidatos de Campos e cidades vizinhas. Dos 53 mil candidatos que confirmaram a inscrição, 31 mil deles são de Campos  e da região. O Cepuerj informou que distribuiu os locais de acordo com as unidades disponíveis e com estrutura adequada para atender aos candidatos. O concurso engloba cargos de áreas de níveis médio, superior e para carreiras na área de Educação.

No seu blog particular, o procurador Francisco Pessanha confirmou a informação que a Procuradoria Geral do Município conseguiu revogar a liminar concedida pelo juiz Marco Antônio de Moura Britto.
Abaixo, a nova decisão na íntegra:

Reprodução do blog Francisco Pessanha





















Entenda o que aconteceu antes — No início desta tarde, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu o concurso público da Prefeitura de Campos, que tinha provas marcadas para o domingo (15), sob alegação de desrespeito ao edital de abertura.

De acordo com a decisão inicial da Justiça houve desrespeito ao edital, tendo em vista a prova objetiva (primeira etapa) estava prevista para ser realizada no município de Campos, não estando prevista a alteração do local da prova. No entanto, alguns candidatos teriam que fazer a avaliação em outras cidades. Segundo o juiz, “o número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes”.

A decisão anterior teria sido tomada depois que uma candidata recorreu à Justiça ao ser informada que teria que fazer a sua prova fora de Campos.O juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, destaca na sua decisão que estão suspensas as provas para todos os candidatos e não só os que fariam as avaliações em outras cidades. O juiz pede que o Oficial de Justiça Plantonista comunique em caso de urgência a Prefeitura de Campos e ao Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj).




Processo Nº 0027004-48.2012.8.19.0014
Veja a decisão anterior na íntegra:

Descrição: Compulsando os autos, verifico que, com efeito, o edital do concurso público referido pela impetrante em sua petição inicial prevê que a prova objetiva (primeira etapa do certame) está prevista para ser realizada no dia 15 de abril de 2012, no Município de Campos dos Goytacazes (item 8.1.1), sendo possível, a critério da administração, a mudança da data e do horário de aplicação da referida prova (item 8.2.2), tudo conforme documento de fls. 32 destes autos. As duas cláusulas do edital são complementam uma à outra: a primeira determina que a prova objetiva se realize obrigatoriamente nos limites do Município de Campos dos Goytacazes e a segunda permite à administração alterar o horário e a data da prova; a cláusula 8.1.2 não prevê a alteração do local da prova e não poderia mesmo fazê-lo sob pena de contrariedade ao disposto na cláusula 8.1.1. Assim, a administração deve obedecer às normas que ela própria se impôs, sob pena de infração ao princípio de que o edital vincula tanto a administração quanto os concorrentes, sendo, pois, vedada a realização de provas fora dos limites territoriais de Campos dos Goytacazes. O número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes. Registre-se, por oportuno, que a atitude da administração, além de infringir o edital do certame, viola o princípio da isonomia, sendo óbvio que os candidatos que fizerem a prova em Campos dos Goytacazes serão beneficiados, eis que não estarão submetidos ao desgaste de uma viagem de cerca de trezentos quilômetros e aos problemas de encontrarem uma acomodação condizente que, por certo, roubarão preciosas horas de estudo daqueles que forem obrigados a tanto. Os argumentos acima expostos traduzem a fumaça no bom direito. O perigo na demora decorre do risco de a impetrante deixar de realizar a prova ou ter de realizá-la em condições de inferioridade relativamente aos candidatos de Campos dos Goytacazes. A impetrante requer, em sede liminar, sejam as autoridades coatoras instadas a lhe garantirem a realização da prova em Campos dos Goytacazes ou, sucessivamente, que sejam obrigadas a suspender a aplicação da mesma. O primeiro pedido, embora, a princípio, pareça oferecer a solução mais prática, não pode ser acatado, vez que os demais candidatos que forem obrigados a se deslocar ao Rio de Janeiro poderiam, posteriormente, alegar ofensa ao princípio da isonomia e o concurso acabaria questionado nos tribunais, o que convém evitar. Isto posto, concedo a liminar para determinar a suspensão da prova objetiva a ser aplicada em 15 de abril de 2012, relativamente a todos os concorrentes, inclusive aqueles designados para prestá-la em Campos dos Goytacazes, cientes as autoridades impetradas de que a sua realização, além de acarretar as penas da desobediência, provocará a nulidade da primeira etapa do concurso, ficando vedada designação de outra prova objetiva até que todos os candidatos sejam alocados em Campos dos Goytacazes. Intimem-se as autoridades coatoras dos termos da decisão concessiva da liminar, notificando-se elas para que, no prazo de dez dias, prestem as informações que julgarem necessárias. Cientifiquem-se o Município do Rio de Janeiro e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pessoas jurídicas às quais se encontram vinculadas as autoridades apontadas como coatoras, o que deve ser feito através de seus respectivos órgãos de representação judicial, enviando-lhes cópia da inicial sem documento, para que, querendo, ingressem no feito. Intime-se o impetrante dos termos desta decisão. Cumpra-se por Oficial de Justiça Plantonista dada a urgência do caso. 
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Jandira Feghali confirma presença no 1º Festival de Cinema do IFF

Jandira Feghali


A presidente da Frente Parlamentar de Cultura, deputada federal Jandira Feghali (PCdoB - RJ) , tem percorrido todo o país como representante do Ministério da Cultura, na defesa e implantação de políticas públicas para a Cultura. Neste contexto, a deputada visitará o Norte Fluminense, mais precisamente a cidade de Campos dos Goytacazes, no 1º Festival de Cinema do IFF - Instituto Federal Fluminense.

O festival ocorrerá no Campus Centro (IFF Campus - Centro) entre os dias 16 e 20 de abril. No dia 19, às 18h, Jandira Feghali marcará presença na mesa de debates levantando as políticas culturais do governo federal, anseios e expectativas do setor junto à sociedade campista.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fidel Castro: O mundo maravilhoso do capitalismo

2 de Abril de 2012 - 6h19

A busca da verdade política sempre será uma tarefa dura, mesmo em nossos tempos, quando a ciência pôs em nossas mãos um grande número de conhecimentos. Um dos mais importantes foi conhecer e estudar o fabuloso poder da energia contida na matéria.

Por Fidel Castro


O descobridor dessa energia e seu possível emprego foi um homem pacífico e bonachão que, apesar de seu repúdio à violência e à guerra, solicitou seu desenvolvimento aos Estados Unidos, então presidido por Franklin D. Roosevelt, de conhecida posição antifascista, líder de um país capitalista em profunda crise, que tinha contribuído para salvar com fortes medidas que mereceram o ódio da extrema direita de sua própria classe. Hoje esse Estado impõe ao mundo a mais brutal e perigosa tirania que nossa frágil espécie já conheceu.

Os despachos procedentes dos Estados Unidos e seus aliados da Otan se referem aos crimes cometidos por eles e seus cúmplices. As cidades mais importantes dos Estados Unidos e da Europa refletem constantes batalhas campais entre os manifestantes e a polícia bem treinada e alimentada, com carros blindados e escafandros, distribuindo golpes, pontapés e gases contra mulheres e homens, torcendo mãos e pescoços de jovens e velhos, mostrando ao mundo as covardes ações que são cometidas contra os direitos e a vida dos cidadãos de seus próprios países.

Até quando podem durar semelhantes barbaridades?

Para não ser extenso, já que estas tragédias irão sendo apresentadas cada vez mais pela televisão e a imprensa em geral, e serão como o pão que a cada dia se nega aos que menos têm, citarei o despacho recebido hoje, de uma importante agência de notícias ocidental:

“Boa parte das costas japonesas do Pacífico poderiam ficar inundadas por uma onda gigantesca superior a 34 metros se se produzisse um terremoto poderoso, segundo os cálculos revisados de um painel do governo.

Qualquer tsunami desencadeado por um terremoto de magnitude 9 na depressão de Nankai, que vai desde a principal ilha japonesa de Honshu até a ilha sulista de Kyushu, poderia alcançar os 34 metros de altura, assinalou o comitê.

Um cálculo anterior em 2003 estimava que a altura máxima de tal onda seria inferior aos 20 metros.

A usina de Fukushima tinha sido projetada para resistir a um tsunami de 6 metros, menos da metade da altura da onda que a impactou em 11 de março de 2011.”

Mas não há razões para preocupação. Outro despacho, datado 30 de março, pode nos tranquilizar. Procede de um meio realmente bem informado. Sintetizarei em breves palavras: “Se você fosse jogador de futebol, xeique árabe ou executivo de uma grande multinacional, que tipo de tecnología lhe faria suspirar?

Recentemente, umas conhecidas lojas de luxo em Londres inauguraram uma seção inteira dedicada a amantes da tecnologia com carteiras abarrotadas.

Televisores de um milhão de dólares, câmeras de vídeo Ferrari e submarinos individuais são alguns dos fetiches para fazer as delícias do milionário.

O televisor de um milhão de dólares é a joia da coroa.

No caso da Apple, a empresa se compromete a entregar seus novos produtos no mesmo dia do lançamento no mercado.

Imaginemos que saimos de nossa mansão e já estamos cansados de rondar por aí com nosso iate, limousine, helicóptero ou jet. Ainda nos resta a opção de comprar um submarino individual ou para duas pessoas.”

A oferta prossegue com celulares com capa de aço inoxidável, processador de 1,2 Gigahertz e 8 Gigas de memória, tecnologia NFC para realizar pagamentos através do celular, câmera de vídeo de marca Ferrari.

É verdade, compatriotas, que o capitalismo é uma coisa maravilhosa! Talvez nós sejamos culpados de que cada cidadão não tenha um submarino particular na praia.

Foram eles e não eu quem misturou no mesmo saco os xeiques árabes e os executivos das grandes transnacionais com os jogadores de futebol. Pelo menos estes últimos entretêm milhões de pessoas e não são inimigos de Cuba. Devo esclarecê-lo.

Fidel Castro Ruz

1º de abril de 2012, às 20h35

Fonte: Cubadebate

Tradução da Redação do Vermelho

domingo, 1 de abril de 2012

Cachoeira filmou corrupção nos Correios para vingar Demóstenes


    Publicado em 31/03/2012
As imagens em que um diretor dos Correios, Mauricio Marinho, guarda uma propina de R$ 3 mil – divulgadas na Veja e reproduzidas no jornal nacional – foram o início da crise política que resultou na queda do Chefe da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu.

O então presidente do PTB, Roberto Jefferson, que controlava os Correios, considerou que o Governo não o protegeu e ao partido de forma adequada, e deu uma entrevista à Folha (*) em que, pela primeira vez, usou a palavra “mensalão”, associada a Dirceu.

Quem mandou fazer a fita foi Carlinhos Cachoeira, para vingar Demóstenes Torres.

Quem faz essa acusação é Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis, que foi derrubado da Prefeitura numa operação de grampos desaparecidos, como os que parecem ter a marca de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres.

Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Ernani de Paula foi casada com uma suplente de Demóstenes.

Ela assumiria o lugar dele no Senado, se Demostenes saísse do PFL, entrasse no PMDB, e assumisse, como combinado, o  cargo de Secretário Nacional de Justiça, uma espécie de vice-Ministro da Justiça.

Demóstenes não foi nomeado e acredita que Dirceu foi quem vetou o nome dele.

Este ansioso blogueiro entrevistou Ernani de Paula esta semana.

Ele fala deste vídeo e do outro, que deu início ao enfraquecimento de Dirceu: aquele em que Valdomiro Diniz, então funcionário da Loteria do Rio, pede dinheiro a Cachoeira.

O vídeo foi exibido dois anos depois, quando Diniz trabahava com Dirceu.

Ernani de Paula fala também de seu amigo de infância em Mogi das Cruzes, São Paulo, Valdemar da Costa Neto.

Valdemar era do PR, partido de José Alencar, candidato a vice de Lula.

Atingir Valdemar passou a ser um dos objetivos – segundo Ernani –, porque era uma forma de atingir Alencar, Lula e Dirceu, que particiou de reuniões com Valdemar, durante a campanha.

Eis os trechos principais dessa conversa do ansioso blogueiro com Ernani:

Como foi feita a fita em que um funcionário dos Correios recebe uma propina de 5 mil reais de alguém que se passava por um empresário do Paraná e estava interessado em uma concorrência dentro dos Correios?

Essa fita foi produzida pela equipe do Carlos Cachoeira. Que fez essa fita para poder criar uma confusão e ser publicada, como foi. Porque a fita do Waldomiro já tinha sido entregue ( à Veja ) através de um senador do Mato Grosso e detonou um processo de corrupção dentro do palácio com essa fita do Waldomiro. Então esse processo todo foi criado. E não foi o mensalão aquela ideia de que a gente tem do mensalão de que todos os deputados receberam todos os meses. Tanto é que isso não aconteceu. Tivemos um ou outro, enfim… Mas pegaram ícones para que pudessem pegar o governo logo em seu início e enfraquecê-lo.


Então a sua tese é de que a fita do Waldomiro, feita pelo Carlinhos Cachoeira, é do mesmo objetivo, tem a mesma função da fita dos Correios?

Com certeza. Com certeza. Até porque eu sofri isso quando fui prefeito da cidade de Anápolis. Eles usaram não com câmera. Mas usaram com fitas cassete.


De áudio?

De áudio, e depois desmentindo. Quem fez isso? Para ir na CPI para inventar o factóide. Depois de feito o processo.


A versão que existe é de que a fita dos Correios teria sido feita por um empresário, um suposto empresário do Paraná, que queria participar de uma concorrência. Quem fez na verdade a fita dos Correios na sua opinião?

Na minha opinião foi feito por essa equipe do Carlos Cachoeira.


Quem?

O nome não me recordo. … São pessoas que saíram do serviço secreto de Brasília, de espionagem, dessa coisa toda, e estão aposentados, sem ter o que fazer, ficam espionando a vida de todo mundo.


E essa pessoa, essa pessoa é ligada ao Carlinhos Cachoeira?

Sim. Sim. Ligada ao Carlinhos Cachoeira.


É funcionário do Carlinhos Cachoeira?

Não, funcionário eu não posso dizer de carteira assinada. Mas deve ter sido feito um trabalho, um trabalho encomendado por ele. Para quem interessasse. Para poder alimentar uma crise que ela não existia. O tal chamado mensalão, que não existe o mensalão.


Essa reportagem descrevendo esse esquema de corrupção e essa propina dos Correios foi publicada na revista Veja por um jornalista chamado Policarpo. O senhor sabe se o Policarpo tem ligações ou tinha ligações com o Carlinhos Cachoeira?

Eu o encontrei uma vez dentro de sua empresa em Anápolis chamada …. (Vitapan), uma indústria farmacêutica ali no distrito agroindustrial.


O senhor encontrou o Policarpo em uma empresa do…

Do Carlinhos Cachoeira, sim. E o Carlinhos Cacheira disse que ele tinha vindo para conversar com ele. Eu me retirei. Fui embora. Eu perguntei quem era. Ele falou quem era.


O Carlinhos Cachoeira tem que ligação com o senador Demóstenes Torres?

Eles são bastante amigos e hoje, me parece, sócios, né.

Porque tudo o que a imprensa tem dito. As fitas gravadas, os recursos. Enfim. Parece que aí há uma sociedade deles.


Qual é a sua preocupação em revelar esses fatos. Qual é o interesse que o senhor pode ter em revelar esses fatos?

Olha, eu conheço e fui prefeito de Anápolis. Uma bela cidade. Tive o prazer de governar lá por trinta meses. Mas eu sofri na pele o que está acontecendo, o que aconteceu no mensalão. Eu nunca pude falar. Eu tive lá problemas de gravações. Depois quem gravou foi e disse em uma CPI que eu teria pego recursos dele. Desmentiu. Eu tenho documento disso, em cartório. E eu sofri na pele. Quem é que fez, lá, esse trabalho? Para mim, são três pessoas fundamentais no processo. Tem aquele que faz o trabalho em campo, no varejo, aquela… O trabalho mais sujo. Subterrâneo. O espião, o esconderijo e tal.


Esse quem é no caso?

Carlinhos Cachoeira. Depois você tem uma equipe que é política. Depois você tem aquela que vai explodir. Um setor da imprensa é importante. E no meu caso específico eu tive um governador de Estado, Marconi Perillo. Que, junto com o Demóstenes, já combinado, por interesses políticos no futuro, não queria que eu fosse candidato a governador, fez uma intervenção no município, aonde o vice-governador sentou na cadeira de prefeito, e eu tive o meu mandato cassado.


O seu mandato foi cassado em Anápolis?

Foi cassado pela Câmara dos Vereadores, mas foi cassado pelo Marconi Perilo primeiro. Só em Goiás acontece uma coisa dessas. Fazer uma intervenção na maior cidade do Estado e ninguém falar nada.


A sua mulher é suplente do senador Demóstenes?

Ela foi suplente por oito anos, mas eu quero deixar claro que ela nunca assumiu nenhum dia do mandato, coisa que a cidade lamentou muito, porque queria ver a sua representante no Senado Federal. Eu acho até que não queriam dar regalias, intimidades, e assumiram, porque não podia, né. Falavam na época. Porque não fica bem um senador passar para um suplente a sua vaga. Fica parecendo que teve negociata, teve isso, teve aquilo. Ela nunca assumiu, porque nunca teve esse tipo de contato conosco, mas agora me parece que era justamente para não ficar sabendo o que acontecia e aconteceu lá.


Existe a versão de que o senador Demóstenes era candidato a um cargo muito importante, o cargo de Secretário Nacional de Justiça, no Ministério da Justiça, no governo Lula, e que esse cargo daria a ele a oportunidade por exemplo para lutar pela legalização do jogo no Brasil…

Exatamente. Como lutou. Teve um trabalho no Congresso nesse sentido.


E ele não foi aceito para ocupar essa função?

Não. Essa negociação política, eu fiquei sabendo de bastidores, até por um deputado federal lá do meu Estado Ele (Demóstenes) estava cotado, e estava muito chateado porque teria de sair do partido (PFL) , se tornando aí uma pessoa importante, um novo líder, talvez. … E depois isso esfriou e não andou e aquela coisa toda… Então veio ali do Palácio, da Casa Civil, algum tipo de veto, alguma coisa que incomodou ou deixou esse pessoal incomodado. Porque era um cargo importante, né.


Nessa interpretação, o senador Demóstenes estaria, nesse episódio dos Correios, se vingando do veto do Zé Dirceu?

Claro, claro. Você vê, eles estavam juntos desde o início, nós estamos sabendo pela imprensa, pelas escutas da Polícia Federal. Não tenha dúvida de que nós tivemos aquele varejo, nós tivemos a parte política que deu o start, no Congresso, no Senado, nós tivemos a mídia, e depois tivemos outras pessoas que foram acionadas de acordo com a necessidade para dar andamento e crescimento nesse tal do mensalão, nessa CPI.


O senhor foi procurado de alguma maneira, conhecendo Anápolis, conhecendo Valdemar da Costa Neto, foi procurado para dar informação ou prejudicar o Valdemar da Costa Neto que se tornou um dos réus do mensalão?

Foi a ex-mulher dele Maria Cristina Mendes Caldeira me procurou através de uma pessoa, um amigo em comum.


O senhor pode dizer quem é esse amigo em comum?

Posso, é um jornalista, chamado Hugo Stuart. Eu o encontrei um dia na Câmara, ele falou: olha, eu estou fazendo determinada matéria, que era enfim sobre esse assunto…


Ele de que órgão de imprensa era?

Era da revista Isto É. Ele falou olha, tem uma pessoa, que é a Maria Cristina, que talvez te ligue. Vá te conhecer. Aquelas coisas. Ela ligou mesmo, me procurou na Fazenda, passou lá dois dias, mas realmente querendo que eu fosse depor contra o Valdemar nesse processo ou num processo de divórcio que ela estava movendo contra ele. Enfim, queria que eu falasse mal do Valdemar para poder alimentar esse processo. Tornei a encontrá-la aqui no escritório de uma pessoa chamada Bolonha Funaro…


Que é considerado um doleiro e que depos numa CPI, na qualidade de doleiro, e se beneficiou de um regime de delação premiada.

Exatamente, exatamente.


E qual era o papel do doleiro?

Pois é, eu também fui procurado por ele … Eu falei que estava indo para a Universidade do meu pai, para capitalizar recursos, e ele tem lá uma financeira. E ele disse que poderia viabilizar isso em algum banco. Então ele foi a Goiânia conversar comigo. Mas eu vi que a intenção dele de verdade era que eu falasse também mal do próprio Valdemar, em qualquer tipo de processo, em qualquer tipo de depoimento.  Logo após essa conversa em Goiânia ele marcou um almoço aqui no Rodeio, em São Paulo, e ele… Toca o telefone, eu vou atender, é um repórter da revista Veja. E logo em seguida, almoçamos e tal… E à noite marcamos um jantar … Mas o mais estranho desse episódio…


Mas só para não interromper. Nós temos aí o doleiro participando da mesma operação para obter depoimentos seus contra o Valdemar Costa Neto.

Para poder cada vez mais configurar que havia o mensalão. O que eu achei mais estranho é que a minha ex-mulher recebeu um telefonema do senador Demóstenes Torres dizendo que um reporter da Revista Veja tinha ligado para ela e pedido o meu telefone para ela. Ela passou o telefone. A coincidência é que no mesmo horário eu estou à mesa do Rodeio sentado com o Bolonha Funaro e toca o telefone.


O senhor teme que essa denúncia possa lhe provocar algum tipo de problema pessoal?

Em que sentido? De morte, política?


Qualquer uma.

Olha, hoje eu não faço parte de nenhum partido político. Eu tenho uma história, eu tenho uma vida, esse processo feito por mim lá em Anápolis, eu sei que nem todo mundo acerta aquilo que gostaria. Mas também nem todo mundo erra para fazerem aquilo que fizeram. Eu acho que foi uma grande injustiça. A população da minha cidade, o meu estado merecia, os meus amigos, a minha família, mereciam ter esse esclarecimento. Você não tenha dúvida que isso foi armado. Que isso nunca existou em termos de mensalão. Foi para desestabilizar, foi uma represália. Só que ela pegou num volume, de tal forma, que aí as coisas se complicaram.


O senhor não tem dúvida da relação entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres?

Nenhuma. Muito pelo contrário. Eu estive lá com ele junto. Aliás aquele rádio de que tanto falam…


O Nextel?

Eu tive um na campanha dele em 2006.


Quem lhe deu?

Carlinhos Cacheira. Tive, ele me deu um, era uma cortesia durante a campanha


O senhor chegou a pedir ao empresário Carlinhos Cachoeira, dono de uma empresa de Genéricos, recursos para a sua campanha?

Não. Não. Não o conhecia. Eu conheci o Carlinhos Cachoeira pessoalmente depois de eleito prefeito.


E o senhor não tem dúvidas da relação entre eles e a revista Veja?

Eu acho que não tem mais dúvida. Eu acho que quem duvidar de alguma coisa… Eu não sei se é maliciosamente ou não. Se é comercialmente ou não. Porque o repórter a função dele é buscar as notícias na hora em que ela é produzida. E as fontes às vezes são aquelas não tão republicanas, vamos chamar assim.


E para reforçar. Aquele vídeo famoso, que deu origem ao mensalão, deu origem à denúncia do Roberto Jefferson, contra o José Dirceu, o senhor Marinho recebendo 5 mil reais de propina, aquele vídeo é obra do Cachoeira?

Sim, claro.


Dito por ele?

Ele me contou.

( Ernani de Paula contou também que Carlinhos Cachoeira não só disse que tinha mandado fazer o vídeo dos Correios, como mostrou a ele a camêra que tinha sido usada, uma camera escondida na lapela do paletó. )
 
Ernani de Paula entregou este documento para provar que que foi derrubado da Prefeitura de Anápolis por gravações depois destruidas. O que, segundo ele, é uma tecnologia tipica de Carlinhos Cachoeira


 Policarpo da Veja esteve na Vitapan do Cachoeira

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 30 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Um retorno no tempo: 90 anos do PCdoB contados em 10 minutos

9 de Março de 2012 - 16h05

Quando os ponteiros ou os dígitos dos relógios brasileiros alcançarem as 20h30 desta quinta feira (29), as milhões de pessoas sintonizadas em qualquer canal de televisão aberta viverão um efeito inusitado. Serão magicamente transportadas ao ano de 1922, calçando o rastro de um menino de Niterói (RJ) que corre e brinca ao redor do cenário de um dos maiores acontecimentos políticos de toda a história nacional: a fundação do partido mais antigo do país, o Partido Comunista do Brasil.


Os 90 anos do PCdoB ganharam roupagem cinematográfica que desfilará pelos lares de todas as regiões e classes sociais do país em um programa televisivo de 10 minutos, comemorando esse aniversário importantíssimo para a democracia brasileira, fundindo dramaturgia e documentário, ficção e fato, sonho e despertar. “O PCdoB é artífice de tudo o que mais honra a história do nosso querido Brasil”, sintetiza a última fala do filme. Quem afirma é a presidenta da República Dilma Rousseff. Além da presidenta, o programa contará com um depoimento do ex-presidente Lula, que vai falar pela primeira vez na TV depois de se recuperar da sua doença.

Ao menino de 1922 juntam-se atores inúmeros interpretando diversos dos episódios mais determinantes da biografia comunista no Brasil. Fazem companhia aos depoimentos sinceros e intimistas de bravos como João Amazonas, Aldo Rebelo, Fernando Morais, Manuela d'Ávila, Inácio Arruda, Netinho de Paula, Luciana Santos, Vanessa Grazottin e Renato Rabelo. Para o diretor do programa Marcelo Brandão, esse foi o formato anatomicamente capaz de dar conta do desafio.


“Trata-se de um filme que conta 90 anos do Brasil em 10 minutos, isso não é fácil. Optamos pela dramaturgia por considerar a grande visibilidade dessa exibição e privilegiar uma linguagem que já dialoga culturalmente com todos. Já as falas em documentário não carregam o tom de declarações políticas, são quase conversas em documentário que vão ajudando a contar essa história”, afirma. Entre as cenas representadas estão a fundação da legenda, o comício de Luiz Carlos Prestes em 1945, a reorganização do Partido em 1962, a ditadura militar, as Diretas Já e a redemocratização.

Completamente registrado e finalizado na tecnologia de alta definição (HD), o filme levou teve uma produção executada em três meses e vinte dias para ser filmado, envolvendo o trabalho de, aproximadamente 90 pessoas e locações em diversas cidades do país. Com intenso trabalho das equipes e direção de arte, direção de fotografia, logística, produção e preparação teatral, o programa alcançou as excelências estética e discursiva necessárias a uma homenagem à altura de seu homenageado.

O produtor e coordenador do programa nacional de televisão do PCdoB, Kerison Lopes, ressalta que a produção de uma peça abrangente, que dialogue com facilidade e grande alcance para a população brasileira está sintonizada com os principais interesses do partido hoje: “O PCdoB persegue, constantemente, a reafirmação dos seus valores de forma renovada, abrindo mais canais, explorando as possibilidades de linguagem, buscando a aproximação com as pessoas que sonham o Brasil mais igualitário, coletivo, saudável socialmente. Este é o nosso compromisso, que deverá ser cada vez mais impresso em nossas estratégias de comunicação até o nosso centenário e ainda muito além”.

O programa especial “90 anos do PcdoB” também será disponibilizado aqui no Portal Vermelho após a sua exibição nas redes de TV aberta nesta quinta-feira (29).


Da redação do Vermelho

domingo, 25 de março de 2012

Renato Rabelo: PCdoB e o Brasil, tudo a ver


Brasil


25 de Março de 2012 - 2h18



“Os comunistas deram grande contribuição na construção do Brasil. Construíram o Brasil!”. Foi como resumiu, o presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rebelo, durante discurso dado em ato político realizado nas festividades que marcaram os 90 anos do Partido.


Ao som dos gritos de luta dos companheiros, o dirigente nacional falou sobre a importância destas nove décadas e lembrou que muitas gerações lutaram, bravamente, para sustentar a bandeira da liberdade, da democracia, da soberania nacional e do socialismo. E completar 90 anos é a prova viva dessa luta.

Leia o pronunciamento de Renato Rabelo na íntegra:

Ato, na cidade do Rio de Janeiro

Estamos neste belo Ato, na cidade do Rio de Janeiro, para celebrar os 90 anos de existência do Partido Comunista do Brasil.

Perseguido desde seu nascedouro – o Partido iniciou sua reunião de fundação na cidade de Niterói, em 25 de março de 1922, e teve que concluí-la em casa de amigos.
Transcorridos nove décadas ininterruptas vincadas por muitas gerações que lutaram bravamente, sustentando a bandeira da liberdade, da democracia, da soberania nacional, do socialismo, podemos ver com maior nitidez a dimensão histórica do 25 de março de 1922.

A fundação do Partido Comunista do Brasil, por nove delegados, representando 73 camaradas, foi o vestíbulo na cena política brasileira de um partido da classe trabalhadora, com organização própria, uma causa definida, a luta pelo socialismo, e por objetivos para que se alcance esse grande ideal. Foi um acontecimento que demonstrou a visão histórica e o ato de coragem dessa semente de comunistas, que germinou para enfrentar a exclusão das massas trabalhadoras do curso político.

Recordemos: Quanto de consciência, sonho, luta incessante, determinação, imenso sofrimento, tortura, clandestinidade, exílio, foi preciso – até pagando com a vida foi sucedido. Sim tudo isso foi sucedido! Hoje o Partido Comunista do Brasil atravessa um dos seus melhores momentos. Manteve-se na cena da história. O Partido tem sido uma força protagonista deste novo e promissor ciclo político que vive a Nação brasileira e os trabalhadores, aberto com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, e continuado por Dilma Rousseff. Foi um notável êxito até onde chegamos. Mas, não percamos de vista, que vale mais o que ainda temos a percorrer e conquistar. Por isso, os festejos do 25 de março têm a força de renovar seu apelo de luta aos trabalhadores e ao povo.

Ao cabo desses 90 anos a trajetória do Partido Comunista do Brasil se insere na história republicana brasileira. A atividade do Partido esteve vinculada em varias ocasiões à contribuição para determinação ou desfecho de episódios importantes da história do Brasil. A dimensão do Partido é medida por seu papel e sua ascendência na história do Brasil. Apesar da discriminação cívica dos comunistas pelas classes dominantes, constância da formação social brasileira, a atividade do Partido esteve vinculada em varias ocasiões à contribuição para determinação ou desfecho de episódios importantes da história do Brasil.

Faz sentido explicitar que o Partido Comunista do Brasil foi capaz de ousar e às vezes arrebatar a nação. Já em 1927, sistematizou de modo pioneiro uma plataforma de direitos sociais e trabalhistas, tais como: lei de férias, a lei de acidentes, a lei de pensões, jornada máxima de 8 horas de trabalho diário e 44 horas semanais, proibição do trabalho a menores de 14 anos; salário mínimo; contratos coletivos de trabalho, descanso semanal, licença às operárias grávidas de 60 dias antes do parto e 60 dias após o parto. Muitos dos pontos dessa plataforma irão se tornar realidade, depois da revolução de 1930, na CLT de 1941 e na Constituição de 1946. O Partido liderou inúmeras greves e lutas, que resultaram em importantes conquistas sociais, especialmente a greve de 1953, que teve forte impacto na vida nacional; a Aliança Naci onal Libertadora (ANL) e sua bandeira anti-imperialista, em 1935 A contribuição que foi necessária (dita pelo próprio Juscelino) para eleger o presidente Juscelino Kubistchek, em 1955.

A União dos Brasileiros para livrar o país da crise, da ditadura e da ameaça neo-colonialista, proposta na VI Conferência de 1966, no começo da ditadura de 1964 ; a tática radical e ampla das “Três Bandeiras” – revogação dos Atos de exceção, anistia ampla, geral e irrestrita, a convocação de uma Constituinte livremente eleita – na fase final da luta contra a ditadura; a defesa da ida ao Colégio Eleitoral para pôr fim à ditadura. O Partido Comunista do Brasil é único Partido que participou de três constituintes do período republicano, contribuindo para aprovação de temas fundamentais nos terrenos da soberania nacional, dos direitos e igualdades sociais, da democracia política.

O protagonismo do PCdoB desde 1989 contribuiu acentuadamente para a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, à presidência da Republica em 2002; sua reeleição em 2010 e eleição de sua sucessora, a presidenta Dilma Rousseff em 2012; a assunção de responsabilidades no novo governo, destacando-se principalmente a participação decisiva do Partido na crise política de 2005, quando esteve em jogo o próprio destino do governo Lula. Na fase atual contribuiu no governo para a definição do importante marco regulatório na exploração do pré-sal, em trazer para o Brasil a realização dos dois maiores eventos esportivos mundiais, a Copa do Mundo de 2004, e a Olimpíada Mundial de 2016, entre outras participações de relevo na formulação de políticas públicas.

Esses significativos feitos fazem parte do vasto legado do Partido Comunista do Brasil à Nação e aos trabalhadores. Como descrevemos esse legado tem a premissa com a projeção dos trabalhadores e do povo na vida política do país para desimpedir sua intervenção na nossa história. Compõe uma variedade de batalhas e grandes confrontos pela construção de uma grande nação soberana, democrática e solidária. O Partido Comunista do Brasil sempre defendeu a paz e a solidariedade entre os povos e refutou a guerra e a espoliação imperialista.

Nesses 90 anos transcorridos em 122 anos de República, com ideais, lutas e realizações, os comunistas deram grande contribuição na construção do Brasil. Construíram o Brasil! O Partido estimulou e catalisou em todos os períodos da nossa historia a justa luta dos trabalhadores. Tal acervo é resultado da militância revolucionária de várias gerações de comunistas. Nestas gerações estão presentes muitos heróis do povo brasileiro e inúmeros mártires cuja memória é respeitada e fornece energia transformadora profunda a luta contemporânea.

Em cada geração que conforma a longa história do Partido se destacam conjuntos de dirigentes e, dentre eles, lideranças que conquistaram influência e autoridade diante do coletivo militante e junto às forças democráticas e progressistas.

A síntese que fazemos hoje olhando do alto desses 90 anos é da existência histórica de três núcleos dirigente que conduziram o Partido Comunista do Brasil ao longo de sua caminhada. E, o núcleo atual em curso, o quarto, que ocupa as trincheiras comunistas do nosso tempo.

A primeira geração, a dos fundadores, nasce na República Velha, marcada por largos períodos de restrições à democracia. O seu legado fundamental e notável é a própria fundação do Partido Comunista do Brasil, que nasce em resposta alternativa, no bojo da rebeldia crescente na década de 1920, que conduzia à situação de declínio a República proclamada em 1889. O exemplo maior que inspirou os fundadores foi a vitória da Grande Revolução Socialista de 1917, na Rússia. Eles são os pioneiros que começam vincar a corrente revolucionária, marxista, no Brasil. Deles pode-se destacar, sobretudo, Astrojildo Pereira, pelo seu talento e militância persistente e Octávio Brandão pelo desbravador estudo marxista no Brasil.

A segunda geração tem no seu tempo o começo da Revolução de 1930, resultante dos férteis anos da década de 1920, que derrubou a República Velha, e abriu uma nova etapa na vida do país. Desde 1935 vai se formando o segundo grupo de dirigentes. Dele fazem parte os organizadores da Conferência da Mantiqueira (1943) e lideranças eleitas para condução do Partido: Diógenes Arruda, Maurício Grabois, Pedro Pomar, João Amazonas, Amarílio Vasconcelos, Júlio Sérgio de Oliveira, Mário Alves, Luís Carlos Prestes e Carlos Marighela. Neste grupo se destaca a presença de Luís Carlos Prestes, que projetou o Partido, grande liderança popular cujo heroísmo da Coluna Invicta, grande feito do tenentismo, lhe deu o título de Cavaleiro da Esperança.

Esta geração – que conduziu o Partido até meados da década de 1950 -- atravessou o período do começo da expansão do capitalismo no Brasil, o crescimento da classe operária, e o fortalecimento da burguesia brasileira e do Estado “nacional desenvolvimentista”. Da grande depressão do capitalismo de 29/30 e dos acontecimentos cruentos da II Guerra Mundial. Enfrenta o fascismo, na sua versão nacional, o integralismo; expande o Partido, favorecido com a derrota da Alemanha nazista, e o imenso prestígio no pós-guerra da União Soviética; ele atua para formar uma frente popular, democrática, anti-imperialista de combate ao nazi-fascismo.

A Aliança Nacional Libertadora é a concretização dessa política. Tem intensa e influente par ticipação na Constituinte de 1946. Organiza, une e fortalece a luta dos trabalhadores e funda a Confederação dos Trabalhadores do Brasil. Organiza a Juventude Comunista, que teve papel relevante na fundação da UNE e da UBES. Ocupa papel protagonista na campanha pela industrialização do país em 1938, que resultou na criação, em 1941, da Companhia Siderúrgica Nacional. É uma força nuclear na Campanha em defesa do Petróleo, principalmente com a ampla adesão ao Manifesto de Janeiro, de 1948.

Promove forte impulso a cultura brasileira. Expoentes da cultura brasileira se filiaram à legenda comunista ou com ela mantiveram vínculos de amizade escritores como Jorge Amado e Graciliano Ramos; arquitetos e artistas plásticos como Oscar Niemeyer, Candido Portinari, Di Cavalcante, Carlos Scliar e Tarsila do Amaral; e atores como Gianfrancesco Guarnirei, Francisco Milani, Oduvaldo Vianna Filho, Dias Gomes e Mário Lago; músicos como Cláudio Santoro e Guerra Peixe; sineatras como Ruy Santos e Nelson Pereira dos Santos; cientistas como Mário Schenberg; esportistas como João Saldanha e jornalistas como Aparício Torelli, o Barão de Itararé..

A terceira geração compreende o período decisivo na história do Partido Comunista do Brasil, que tem começo no inicio da década de 1960 e vai até 2002, com a vitoria de Luiz Inácio Lula da Silva a presidência da República. É marcado no inicio pela expansão do capitalismo no Brasil, consolidação da burguesia monopolista brasileira e predominância da sua ideologia nacional-reformista. E pela vigência de 21 anos da ditadura militar de 1964, que impôs pesado regime de arbítrio à Nação. Até o esgotamento do nacional desenvolvimentismo na década de 1980, aprofundamento da crise de projeto de desenvolvimento nacional, sobretudo, com a adoção plena do neoliberalismo nos governos de Fernando Henrique Cardoso.

Despontou com a rearticulação das forças de esquerda e progressistas a part ir do lançamento da Frente Brasil Popular, em 1989, culminando com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, à presidência da República em 2002, depois de longo período de batalhas eleitorais. Nesse período ocorreram dois momentos em que estiveram em cheque a continuidade e a existência do Partido Comunista do Brasil. A partir de 1962 e nos anos de 1989 a 1992.

Dezoito de fevereiro de 1962 é a data que na história do Partido Comunista do Brasil se compara em magnitude com a fundação em 25 de março de 1922. A sua segunda geração de dirigentes se divide em duas correntes. A corrente que reorganiza o Partido, em minoria, com seu nome original, tradição e caráter revolucionário se contrapõe aos que criam outra legenda, o Partido Comunista Brasileiro, com programa baseado no nacional-reformismo e impregnado com a linha revisionista de Kruschev. Essa linha provocou um cisma no movimento comunista mundial e foi o começo da transição de volta do socialismo ao capitalismo na União Soviética. Impulsionados pela convicção revolucionária e coerência á frente desse acontecimento de projeção histórica estavam provadas lideranças como João Amazonas, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Carlos Danielli, Ângelo Arroyo, Lincoln Oest, José Duarte e E lza Monnerat.

Hoje podemos comprovar, transcorrido meio século, que a vida deu razão aos reorganizadores do Partido Comunista do Brasil, o PCdoB. O PCdoB cresceu e se estendeu, ampliando seu contingente com milhares de revolucionários sinceros, com realce para os quadros e militantes da Ação Popular Marxista-Leninista. A composição da terceira geração dos reorganizadores é restabelecida pelos desfalques oriundos dos assassinatos, pela ditadura, de dirigentes importantes do Partido. João Amazonas que juntamente com Maurício Grabois e Pedro Pomar, lidera a reorganização do Partido em 1962, assume a liderança do coletivo dirigente reconstituído pelo reforço provindo com a incorporação da maioria dos integrantes da Ação Popular Marxista-Leninista.

O PCdoB passou pela heróica experiência da resistência armada no sul do Pará, para enfrentar a fascistização do regime militar. Contribuiu destacadamente para o fim da Ditadura de 1964. Conquistou o maior período de legalidade em toda sua história, iniciado em 1985. Teve papel protagonista na construção do ciclo progressista aberto com a vitória de Lula, até a sucessão atual da presidenta Dilma Rousseff. Avançou no seu pensamento estratégico revolucionário e tático, formulou um Programa para o nosso tempo e para nova luta do socialismo.

O PCdoB vive uma fase de fortalecimento e expansão, em crescimento na sua ligação com o movimento dos trabalhadores e popular, assume uma face moderna com a marca de grandes contingentes partidários e de lideranças destacadas, de jovens e mulheres. A criação da UJS 28 anos atrás foi um marco de originalidade e importante êxito. A contribuição do Partido – com outras forças políticas e sindicais para criação da CTB – deu importante passo renovador no movimento sindical. A UBM, a Unegro, a Conam fazem parte da estreita relação e elevados compromissos dos comunistas com os movimentos sociais.

Ninguém, hoje, tem dúvida sobre qual é o Partido Comunista do Brasil. Pesa sobre ele a responsabilidade histórica de ser o continuador do legado das gerações de comunistas, desde a sua fundação em 25 de março de 1922.

O segundo momento crucial para a existência do Partido Comunista do Brasil acontece com a derrota final da experiência socialista soviética, em 1991, após longo curso degenerativo, e pela queda dos governos do Leste europeu. A euforia dos ideólogos do capitalismo chegou ao delírio de proclamar o fim da história, com a eternidade do capitalismo. O ambiente de apostasias perpassou as fileiras comunistas. Partidos influentes do nosso campo arriaram suas bandeiras, renunciaram ao marxismo. Emergiu forte onda reacionária e anti-comunista.

Com o PCdoB foi diferente. De forma unitária, em seu 8º Congresso (1992), ele enfrentou e venceu essa avalanche. O PCdoB sustentou sua bandeira, mais uma vez não mudou de nome, reafirmou sua identidade, não renunciou ao marxismo!
O Partido Comunista do Brasil tem no seu caráter, na sua existência a luta pela liberdade política, de expressão, de organização, e pela igualdade de gênero, raça e religião. Por isso mesmo ele tem sido alvo da sanha reacionária nos períodos e momentos autoritários, ditatoriais, obscurantistas. Nos seus 63 primeiros anos, as classes dominantes negaram ao Partido o direito à vida legal, exceto em momentos efêmeros.

Durante a ditadura do Estado novo e a ditadura militar de 1964, os comunistas foram o objetivo central da repressão. Olga Benário e Elisa Berguer foram entregues aos agentes da Gestapo. Luís Carlos Prestes ficou 550 dias incomunicável. Carlos Daniele, Lincoln Oest, Luis Guilhardini, João Batista Drummond foram torturados até a morte. A Chacina da Lapa foi o último massacre premeditado pela ditadura militar. Podemos afir mar que o nonagésimo aniversário do PCdoB é uma conquista e uma festa dos comunistas, mas também dos democratas sinceros, das forças progressistas que lutam pelo avanço da democracia em nosso país.

O PCdoB tem aprimorado a sua concepção para a necessidade de ousar sistematizar – a partir da própria experiência – os desafios da luta política transformadora, revolucionária. Do nosso ponto de vista demos um salto de qualidade em 1995, na 8ª Conferencia Nacional, no nosso pensamento estratégico. O fim da União Soviética e a crise do socialismo no inicio da década de 1990, nos levou a um acerto de contas com a velha concepção dogmática e reducionista, de um suposto modelo único de revolução e de construção do socialismo. Fomos colocados diante do duplo desafio de reafirmar a identidade comunista, em tempos de contra-revolução e, ao mesmo tempo, de atualizar e renovar a linha básica do Partido.

A quarta geração em curso atual é a continuadora do legado revolucionário das três gerações anteriores de comunistas. Quando eu assumi a presidência do PCdoB no final de 2001, diante da alta responsabilidade de substituir o legendário camarada João Amazonas, afirmei: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios. Manteremos a linha revolucionária e a tática flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.

Na atualidade temos dirigido o Partido com o núcleo da Direção central, sendo ele composto pelos seguintes: Renato Rabelo, Adalberto Frasson, Adalberto Monteiro, Aldo Rebelo, Aldo Arantes, Altamiro Borges, Ana Rocha, Carlos Diógenes, Daniel Almeida, Flávio Dino, Haroldo Lima, Inácio Arruda, Jô Moraes, João Batista Lemos, José Reinaldo de Carvalho, Júlio Vellozo, Liège Rocha, Lúcia Stumpf, Luciana Santos, Nádia Campeão, Nivaldo Santana, Orlando Silva, Renildo Calheiros, Ricardo Abreu, Ronald Freitas, Vanessa Grazziotin, Vital Nolasco, Wagner Gomes e Walter Sorrentino.

Está diante de nós grandes desafios impostos pelo novo tempo e pela nova luta pelo socialismo. Pelo que prevalecia da tradição comunista, foi uma ousadia a decisão do PCdoB de participar do novo governo eleito, constituído no começo de 2003. Para isso, foi considerada a singularidade do nosso tempo, a sua correlação de forças para o movimento revolucionário e a nossa participação nuclear para a vitória de Lula.

Na visão do PCdoB o novo ciclo político aberto na história do Brasil, com vitória de Lula, transcorre hoje no contexto da mais profunda crise estrutural do capitalismo, iniciada em 2008, num mundo em mudança gradativa no seu sistema de poder; e pela situação política inédita que vive o continente latino-americano e caribenho há mais de uma década, com o ascenso do movimento democrático e anti-imperialista.

Esse novo período histórico em que estamos inseridos coloca os povos e as nações diante de uma encruzilhada de rumos a seguir. Está no centro a definição e luta por uma nova alternativa -- necessária e viável – capaz de conformar uma transformação que supere a crise e o impasse estrutural do sistema capitalista.

A transição de poder no mundo, que suplante a ordem mundial unipolar, com os Estados Unidos no seu centro, será prolongada e com maior acirramento de conflitos e guerras. O Brasil e todo o continente estará sujeito a maiores agressões de cobiça do imperialismo sem emancipação nacional não haverá emancipação social. A questão nacional, a luta pela emancipação nacional ganha centralidade. A integração continental concretizada pelos próprios latino-americanos, sem a interferência dos Estados Unidos e da Europa, cujo auge foi a formação da CELAC; perecerias estratégicas como a formada pelos BRICS e o avanço da luta anti-imperialista pelos povos e nações é que poderão sustentar e fazer avançar a onda democrática e progressista em nossa região.

O Programa atual do PCdoB, aprovado em 2009, é o resultado de um grande esforço coletivo para responder a essa nova situação, com nova alternativa. Ele define um rumo, a transição ao socialismo nas condições do Brasil. E, um caminho para se atingir esse objetivo maior – a aplicação de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, cujos fundamentos consistem na defesa da soberania nacional, o avanço democrático e social, o desenvolvimento com distribuição de renda e a integração solidária do continente. Esse Novo Projeto tem caráter anti-imperialista, anti-latifundiário e anti-oligarquia financeira.

Os comunistas atuam com o objetivo de no governo que participamos dar curso, com base na frente que o sustenta, de um Projeto Nacional com esse sentido.
O PCdoB, mais ainda, está empenhado em dar a sua contribuição. Neste tempo presente é primordial distinguir nova oportunidade histórica e seguir caminho próprio, de mudança estrutural, não se limitando a remediar o impasse gerado pela grande crise do capitalismo. O PCdoB tem sido leal na sua relação com o governo, mas não renuncia à sua independência, mantém uma relação de respeito mutuo com os nossos aliados. Nosso Partido defende e respeita a autonomia dos movimentos sociais. A participação e mobilização do povo é a força motriz das mudanças indispensáveis para o alcance de um Brasil, soberano, próspero, democrático e solidário.

O desfecho dependerá da convicção e da vasta mobilização do povo de caminhar no rumo de um novo salto civilizatório na história da grande nação brasileira, que na concepção programática do PCdoB é a transição para uma sociedade superior – socialismo com a cara do Brasil.

Viva o extenso legado do Partido Comunista do Brasil.

Viva o glorioso nonagésimo aniversário do PCdoB!

Viva a combativa militância do PCdoB!

Este sim: PCdoB e o Brasil, tudo haver.