quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CTB reelege diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra

Em uma eleição acirrada, a chapa 1 - Garra Metalúrgica -, formada por integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e encabeçada pelo sindicalista Hélio Severino de Azevedo (Helinho), ganhou as eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis (RJ). Concorreram ao pleito a chapa 1, que obteve 2.202 votos, contra os 2.068 da chapa 2 (Centelha - CUT).



O processo eleitoral foi realizado na semana passada, durante os dias 18 e 19 de janeiro, e contou com a participação massiva da categoria. Compareceram às urnas 4.402 votantes. A apuração, que aconteceu na noite da última quarta-feira (20), foi realizada por 12 integrantes de cada força, demonstrando a transparência e o carater paritário e democrático defendido pela atual gestão.

A Garra Metalúrgica, que está à frente do Sindicato desde 1996, reúne metalúrgicos que já compõem a direção da entidade e se renova em 40%, com trabalhadores que se destacaram na batalhas sindicais nos últimos anos.

A chapa da CTB defende, entre as suas propostas, a luta em defesa da indústria naval e do emprego e a criação da Frente em Defesa do Setor Naval em Angra dos Reis, com a participação do governo municipal e da câmara de vereadores.

A posse da nova diretoria está prevista para o início de fevereiro.

Números da eleição:

Eleitores Inscritos: 6.535
Eleitores Votantes: 4.402
Chapa 1 (Garra - CTB): 2.202
Chapa 2 (Centelha - CUT) : 2.068

Fonte; CTB

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

UNE encerra bienal com passeata e samba na orla do Rio

Para encerrar a sétima Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que ocorreu esta semana no Rio de Janeiro, os participantes prometem movimentar a Praia de Ipanema, na zona sul da cidade. Os organizadores programaram um cortejo que vai unir protesto e celebração, a partir das 17h deste sábado (22).

São esperados 8 mil jovens de todo o Brasil, que vão marchar ao som do ritmo tradicional do país e da cidade, o samba, que também fez parte do tema desta edição da bienal: “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”.

De acordo com o presidente da UNE, Augusto Chagas, a manifestação batizada de “culturata” fecha uma série de atividades culturais e de reflexão sobre a condição dos estudantes brasileiros. Segundo ele, entre as principais bandeiras defendidas pelo movimento estudantil está a ampliação dos recursos destinados às áreas da educação e da cultura.

“O Brasil investe hoje cerca de 5% do PIB [Produto Interno Bruto] em educação e nós queremos que esse investimento seja de 10%, além de 50% do Fundo Social do Pré-sal. Também defendemos que o governo destine pelo menos 2% do PIB para a cultura. São dois elementos que, somados, têm condições de emancipar nossa juventude e dar mais possibilidades de o Brasil sonhar com um futuro melhor e mais justo”, disse Chagas.

Durante o trajeto, estão programadas intervenções culturais de música, teatro e circo. Um dos principais blocos carnavalescos do Rio, o Carmelitas, do bairro Santa Teresa, vai puxar os participantes, que também serão acompanhados por blocos de estudantes de outras partes do Brasil, como o Afoxé Dragão do Mar e o Bloco dos Valetes.

Ao fim do percurso, os estudantes devem acompanhar e engrossar a tradicional salva de palmas nas pedras do Arpoador, de onde é possível assistir ao pôr do sol mais famoso da cidade.

Chagas informou que a UNE vai lançar, durante a manifestação, uma campanha de apoio às regiões atingidas pelas chuvas no Rio. O objetivo é recrutar estudantes voluntários que, a partir de sua formação acadêmica ou área de estudo, possam dar suporte às vítimas e à reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail souvoluntario@une.org.br.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PROJETO REGISTROS E DIÁLOGOS

Do Blog da Professora Odete

Na última quarta-feira aconteceu, no Rio de Janeiro, reunião da União Brasileira de Mulheres para discutir a implementação em nosso município do Projeto Registro e Diálogos. Este projeto é uma Emenda Do Deputado Edmilson Valentim - PC do B/RJ. De Campos, participa nossa Camarada Beth Rosário , Presidente da UBM em nosso município.

Chuva, destruição e mortes no RJ: tragédia não evitada

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) participa de campanha em apoio às vítimas da tragédia na Região Serrana do estado. Ela está fazendo intermediações com o Banco Mundial, com o governador do estado, Sérgio Cabral, e com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci. Na pauta das discussões estão a capitação de recursos financeiros e o remanejamento de técnicos em desastres, além de programas habitacionais. Acompanhe sua opinião.
Por Jandira Feghali.

O povo do nosso Rio de Janeiro é naturalmente alegre e festivo. O estado ainda estava em clima de comemoração pela chegada desta nova década, quando uma tragédia abalou drasticamente muitas famílias. Vidas perdidas. Sonhos interrompidos. Tristeza e destruição. Mas afinal, como observar estes acontecimentos?

Fenômenos naturais como as intensas chuvas que assolaram a Região Serrana do estado sempre ocorreram e, fatalmente, estão em vias de se intensificarem. No mês passado, estive na COP16, no México. O evento, organizado pela ONU, reúne anualmente representantes de importantes nações para tentar implementar regras mundiais de proteção ao meio ambiente. Nos debates da COP16, pude observar que a inconstância dos ciclos naturais está crescendo e o mundo precisa se preparar para minimizar seus efeitos danosos.

Analisando dados, estudos e reportagens antigas de diferentes partes do planeta, podemos rever catástrofes climáticas de intensidades bem maiores do que a ocorrida na Região Serrana, mas com perdas visivelmente menores. A que se deve toda essa discrepância?
Mesmo não sendo especialista no assunto, ouso opinar e compartilhar a angústia de uma representante eleita pelo povo do nosso Estado. Não considero que devamos absolutizar um único fator e colocá-lo sob o manto de uma crítica simples e rápida. São décadas e décadas de história, em que enxergamos questões marcadamente preocupantes.

O uso e ocupação do solo têm regras, leis e conceitos no Brasil. Portanto, o problema não é a falta de marcos legais. Está sim, na não aplicação e/ou não observância deles. A especulação imobiliária que constrói moradias e hotéis, inacessíveis à maioria da população, tem a permissão para seus empreendimentos, mesmo que não cumpram leis ou regras, mesmo nas questões de segurança. Lembremos aqui da tragédia de Angra dos Reis, em que jovens foram vitimados numa pousada construída em área de risco.

O desenvolvimento capitalista no Brasil impede a inclusão das famílias no mercado imobiliário. A consequência é a construção tecnicamente errada, em áreas impróprias e sem o vislumbre de alternativas. Ficam no aguardo de programas habitacionais amplos, de existência recente e ainda limitada.

As municipalidades, por razões diversas, ignoram o trabalho de mapeamento das encostas, empreendimentos irregulares, assoreamento de rios, drenagens dos canais pluviais, planos de emergência e ação concreta de prevenção. Retardam projetos de infra-estrutura, não criam alternativas para retirar as populações que arriscam diariamente suas vidas nas encostas e favelas, nem mesmo são rígidas com as grandes construtoras e proprietários de elite. Onde estão as políticas de prevenção e os planos de emergência?

Uma boa casa é construída com um bom alicerce. Da mesma forma, uma nação só poderá prosperar com investimentos planejados e bem executados. Nossas cidades cresceram de forma desorganizada e hoje a ocupação de áreas de risco é regra, não exceção. Executivo e Legislativo precisam trabalhar juntos para implementarem uma reforma urbana eficiente em todo o Brasil. É preciso enfrentar corajosamente a questão do uso do solo e a ocupação irregular das encostas de qualquer matiz e a execução de uma política habitacional séria, focada na qualidade de vida do povo. Os municípios precisam agilizar suas ações e integrá-las com os governos estadual e federal. A presidente Dilma mostrou compromisso e agilidade nas providências. O governador Sérgio Cabral busca ajuda dentro e fora do Brasil. Os prefeitos correm atrás das soluções. É hora de somar esforços para superar a tragédia.

Acredito muito no potencial de recuperação do nosso país e na generosidade do nosso povo. Hoje, o Brasil já é referência em muitos setores, como nas políticas de combate à fome inseridas nos governos de Lula. Espero que em breve também tenhamos políticas públicas exemplares com trabalhos focados na infra-estrutura da prevenção e não na remediação dos danos causados pelas catástrofes naturais.

A natureza é soberana e continuará seus ciclos. O homem deve preservá-la, mas também proteger-se. Chuvas, terremotos, maremotos, tsunamis virão. O momento é de solidariedade e ação, mas precisamos nos preparar para reduzir perdas, principalmente de vidas humanas.