sexta-feira, 30 de abril de 2010

Deliberações da assembléia da rede estadual do dia 28 de abril


Veja as principais deliberações da assembléia da rede estadual, realizada no último dia 28 de abril, na ABI.

01/05 - Participação plena nas atividades do 01 de maio em Niterói organizadas pela Plenária de Movimentos Sociais

13/05 - Dia Estadual de Debate sobre os ataques a Autonomia das Escolas e as complicadas condições de trabalho existentes nas unidades educacionais.

17/05 até 21/05 - Período dedicado as reuniões nas escolas estaduais para eleição de representantes escolares do SEPE bem como indicativo para Núcleos e Regionais fazerem suas Assembléias Locais.

22/05 - Conselho Deliberativo da Rede Estadual no SEPE/RJ 10 horas em diante.

25/05 - PARALISAÇÃO DE 24 HORAS COM ATO NA SEPLAG CONVOCANDO TODOS OS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO E OS DIFERENTES SETORES DO FUNCIONALISMO ORGANIZADOS NO MUSPE PARA PROTOCOLAR REQUERIMENTOS SOBRE NOSSOS DIREITOS FUNCIONAIS DESRESPEITADOS - 10 HORAS EM DIANTE.

25/05 – Assembleia geral, às 15h, na ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71/9o andar – Centro).

10/06 ou 17/06 - INDICATIVO DE DATA DA PARALISAÇÃO GERAL DO FUNCIONALISMO ESTADUAL COM PASSEATA ATÉ O PALÁCIO GUANABARA PARA SER AVALIADA E DELIBERADA NAS REUNIÕES PLENÁRIAS DO MUSPE COM O RESTANTE DOS SETORES DO FUNCIONALISMO ESTADUAL EM LUTA.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia do Trabalhador: PCdoB quer redução da jornada

A redução da jornada de trabalho que está esperando pela aprovação na Câmara dos Deputados é a mesma reivindicação que deu origem ao Dia do Trabalhador - 1° de Maio. A coincidência foi lembrada pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) no discurso que fez nesta quarta-feira (28) para homenagear os trabalhadores.

"Há exatos 124 anos o movimento sindical pedia que a jornada se reduzisse para 48 horas na semana. Hoje, após mudanças radicais na organização do trabalho, nos enormes e revolucionários avanços tecnológicos, nós ainda estamos aqui buscando o convencimento de muitos para reduzir a jornada para 40 horas semanais”, lembrou o parlamentar.

No dia 1° de Maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, chegou ao ápice o movimento reivindicatório que preconizava a redução da jornada para 48 horas semanais. Foram 5 mil greves deflagradas naquele ano, com forte reação da polícia contra os operários, assassinando dezenas de trabalhadores. “Hábito comum do empresariado norte-americano daquela época, que fazia o empregado pagar com a vida pela ousadia de protestar”, destaca Daniel Almeida.

O movimento sindical classista colocou esta bandeira no centro da luta neste ano e no Dia do Trabalhador, sábado, esta bandeira será levantada com força nos atos e manifestações que marcarão o 1° de Maio.

“Nós, do PCd0B, defendemos esta proposta e eu, particularmente, quero conclamar esta Casa para dar esta resposta positiva aos trabalhadores brasileiros. Gostaria que fosse possível fazer isso nesse 1o de Maio, mas como não é possível, que façamos o compromisso de concluir este debate ainda este ano, superando esta etapa importante da transformação da condição servil do trabalho para um patamar de prazer e construção de cidadania.”

História de criança

O deputado contou a historinha que circula pela internet de uma criança que teria perguntado ao pai quanto era o seu salário e quantas horas ele trabalhava por mês. Após obter as respostas, fazer uma conta e encontrar o valor de R$25,00 pela hora trabalhada, ele entrega ao pai duas notas de R$10,00 e uma outra nota de R$5,00. O pai, espantado, pergunta o que significa aquele valor. E o filho, na inocência que só os pequenos conseguem transmitir, diz que gostaria de comprar uma hora do dia de seu pai para que ficasse com ele.

Para o parlamentar, essa historinha de internet pode não ser literalmente verdadeira, mas quantos não são os filhos, esposas e esposos que esperam por mais tempo com seus pais e cônjuges? Quantas não são as crianças que esperam por seus pais no final de semana para brincar no parque, ir à praia, ir ao shopping, ao cinema, ao teatro e no domingo, único dia de folga, o encontra cansado e sem disposição para estas atividades?

A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defendida pelo deputado, representa “a expectativa de todos quanto ao dia em que o trabalhador não viverá apenas para reproduzir a força de trabalho, mas terá tempo para se dedicar à família, ao lazer, ao esporte e à formação pessoal."

Discurso revolucionário

Ao concluir seu discurso, o parlamentar comunista reproduziu o trecho de um texto de autoria dos mártires da luta dos trabalhadores em todo o mundo, condenados à forca em Chicago, em 1886, em julgamentos temerários: Georg Engel, 50 anos, tipógrafo; Adolf Fischer, 30 anos, jornalista; Albert Parsons, 39 anos, jornalista; Hessois Auguste Spies, 31 anos, jornalista e Louis Linng, 22 anos, carpinteiro:

“Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos indignos porta-vozes das instituições, que trazem os trabalhadores encadeados! Um dia no qual o trabalhador faça suas próprias leis e tenha o poder de executá-las! Tudo sem o consentimento nem a aprovação dos que oprimem e governam. Um dia no qual com tremenda força o exército unido dos trabalhadores se mobilize contra os que hoje dominam o destino dos povos de todas as nações. Um dia de protesto contra a opressão e a tirania, contra a ignorância e as guerras de todo tipo. Um dia para começar a desfrutar de oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas para o que nos der gana.”

A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) também falou sobre o Dia do Trabalhador, somando às reivindicações da redução da jornada de trabalho outras demandas do trabalhador. Ela lembrou que 31% dos trabalhadores no Brasil não têm cobertura previdenciária e que os acidentes de trabalho atingiram 757 mil trabalhadores, matando 700 mortos e deixando mil com incapacidade permanente.

Para os dois parlamentares, há também motivos para comemoração. Superados os obstáculos impostos pela política neoliberal do dois governos de Fernando Henrique Cardoso, existe hoje uma política de valorização do salário mínimo, o que permitiu que, de um salário mínimo de 78 dólares no último ano do governo de Fernando Henrique, nós chegássemos a este ano com um salário mínimo valendo 237 dólares.

“Tivemos a retomada do crescimento econômico, que serve, sobretudo, aos trabalhadores e aos empresários que querem construir a riqueza”, destacou Jô Moraes, lembrando ainda o reconhecimento das centrais sindicas como outros motivos de celebração dos trabalhadores.

Prorrogação do concurso de 2008

Os vereadores aprovaram ontem a prorrogação do concurso de 2008 da educação.
Essa é mais uma vitória sob a iniciativa do SEPE que luta junto à categoria para que os direitos dos profissionais sejam respeitados.
Agora é acompanhar para que haja a convocação imediata desses professores para ocuparem as vagas que já existem!
Parabéns ao SEPE, aos membros atuantes da sociedade campista que deram o seu apoio de forma direta ou indireta e aos representantes da categoria que não tiveram medo e aderiram à luta!

Deputados do PCdoB protestam contra alta de juros

O aumento da taxa SELIC em 0,75% anunciado nesta quarta-feira (28) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) provocou protesto da bancada do PCdoB na Câmara. Em discurso nesta quinta-feira (29), eles criticaram a decisão do Banco Central - às vésperas do Dia do Trabalhador, em 1o de Maio - que beneficia os banqueiros, rentistas, o capital, em prejuízo dos setores produtivos e dos trabalhadores.

“Nós, nesta Casa, estamos, há várias semanas, discutindo o aumento dos aposentados que ganham acima do salário mínimo. O governo declara que não pode conceder mais do que 7%, e nós defendemos 7,7%, o que significa o impacto de somente 1 bilhão, enquanto que a decisão adotada ontem pelo Banco Central vai impactar, no mínimo, em 5 bilhões as despesas públicas do nosso País”, alertou a líder do Partido na Câmara, deputada Vanessa Grazziotin (AM).

“A inflação não tem aumentado em um ritmo que justifique essa valor em um único dia. E o próprio Presidente do Banco Central disse: ‘Vamos dar uma paulada nos juros’. De fato, foi exagerado, além da conta”, criticou a parlamentar, sendo acompanhada pelos demais colegas de bancada.

Chico Lopes (PCdoB-CE) lembrou que “nossa dívida interna vai subir, não sei o montante, mas não será pouca coisa, colocando mais dinheiro na conta dos banqueiros. Atualmente, dos cinco mais ricos do Brasil, ninguém é do setor produtivo, todos são do setor bancário”, acrescentando que as queixas vêm de todos os setores - da indústria, dos trabalhadores e do próprio vice-presidente da República, José Alencar, que sempre se colocou contra juro alto no Brasil.

Também o deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ) protestou contra a decisão do Banco Central que, “a pretexto de conter a inflação, freia a geração de empregos, o crescimento produtivo no País, desviando recursos públicos para o sistema financeiro”, acrescentando que “não é uma decisão que podemos ver como uma ajuda ao desenvolvimento do Brasil, num momento tão importante de afirmação da economia brasileira.”

Quem ganha e quem perde

Preocupada com a perspectiva de mais aumento, Vanessa Grazziotin anunciou que “nós do PCdoB vamos realizar atividades no sentido de aprofundar esse debate para ver como contribuir para não permitir o aumento dos juros.”

O aumento de 0,75% agora veio acompanhada de uma decisão também estabelecida em ata do Copom de que a tendência deverá ser a continuidade do aumento dessa taxa de juros. A justificativa para isso é a de que a economia está crescendo em um ritmo além do que deveria crescer e que isso pode fazer com que cresça a inflação.

Para Grazziotin, nessa situação existe dois lados – o do setor produtivo, que querem que o nosso País continue no caminho do desenvolvimento com geração de renda e emprego e o de rentistas, os banqueiros, o capital parasitário, que não produz absolutamente nada, vive só da renda. “Esses, certamente, serão os que mais vão ganhar, e vão ganhar muito, com esse aumento da taxa de juros, ao passo que quem mais perde são os trabalhadores.”

Ela lembra que as perdas ocorrem também em dois lados - pela contenção do crescimento econômico, da redução de novos empregos e de vagas no mercado de trabalho e segundo porque, cada meio ponto percentual de aumento da taxa de juros no Brasil significa um aumento nas despesas públicas na ordem de aproximadamente 5 bilhões de reais. A cada meio ponto, cresce a despesa pública em torno de 5 bilhões de reais!”, enfatiza.

E assinala que “há outras formas de controlar a inflação, sem que sejam necessárias medidas fiscais anticíclicas e tão duras como essa adotada, infelizmente, no dia de ontem, pelo Banco Central, que repito, vai ajudar muito os bancos. Está aqui a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) comemorando, enquanto trabalhadores e empresários do setor produtivo estão a lamentar.”

Jô Moraes (PCdoB-MG) também se manifestou sobre o assunto. Para ela, a medida do Copom é “traiçoeira”. “Diante do desafio que temos para responder às demandas dos trabalhadores e trabalhadoras, o COPOM, de forma traiçoeira, golpeia o crescimento do País, golpeia a produção do País, golpeia os trabalhadores, estabelecendo um percentual acintoso de 0,75% de aumento da taxa SELIC.”

“Isso significa mais débito para se pagar aos banqueiros. Isso significa, no dizer do grande economista Delfim Netto, que não estamos buscando a estabilidade, mas sim estabelecendo a transferência de renda para o sistema financeiro”, concluiu.

De Brasília
Márcia Xavier

Educação convoca mais 748 aprovados do concurso de 2009

A Secretaria de Estado Educação publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (28/04), a convocação de 748 candidatos de diversas disciplinas, aprovados no Concurso Público para o Magistério, realizado em 2009.

A listagem completa está no site da Secretaria ou é só clicar no link acima.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Resultado da apuração das escolas de samba de Campos

Por: jacqueline Deolindo (retirado do blog Ofício Paralelo - Site da Folha da Manhã)

Matéria apurada pelo jornalista Marcos Curvello que cobriu os desfiles.


Escolas grupo especial - Mocidade Louca: 89,5

Vice – Madureira do Turf: 88 e Amigos da Farra: 88

Unidos de Santa Cruz cai: 84,5

Escolas do grupo de acesso – vence União da Esperança: 90

Pela Liescam vence Ururau da Lapa: 97,5

Blocos especiais - Caprichosos: 96,5

Blocos de acesso – Unidos de nova Brasília: 97,5

Desafabo de uma universitária da UFF

Excelente Postagem!!!
Sou estudante de Serviço Social da UFF e todos os dias tenho que percorrer este trajeto e diariamente ouvimos e vemos este mesmo fato... (ASSALTO.) Sem contar que essas pessoas que nos assaltam (mendigos, usuários de drogas) serão a nossa clientela quando estivermos trabalhando. É lamentável esta situação, esperamos que a polícia e as autoridades façam algo de fato para nos garantir um mínimo de segurança e também conseguir abrigos e tratamentos para essas pessoas que vagam pelas ruas e por casas abandonadas.

Confira mais no Blog Um Novo Olhar Sobre o Serviço Social, da universitária Maísa Reis.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estudantes param trânsito na 28 de Março

Pouco antes das 21h, no cruzamento da Avenida 28 de Março com a Rua Visconde de Itaboraí, mais conhecida como Rua do Leão, teve início manifestação dos estudantes da Universidade Federal Fluminense, reivindicando segurança nas imediações do campus, onde frequentemente ocorre assaltos. Segundo alunos, moradores de rua e usuários de droga que estariam habitando uma casa abandonada em frente ao Parque Alzira Vargas, local de passagem dos universitários, teriam puxado uma estudante da instituição para dentro do imóvel. Indignados com a situação, os alunos apoiados pela direção da instituição de ensino, percorreram as salas mobilizando os estudantes e interditaram o trânsito na Avenida 28 de Março.

A UJS-Campos esteve presente e apóia o ato dos estudantes da UFF, pois se trata de uma causa justa, envolvendo a realidade de vários universitários que diariamente necessitam passar pelo Parque Alzira Vargas para ir à universidade. Além de restringir o direito de ir e vir dos jovens.

CEPERJ COM INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO DE CFC EM CAMPOS

O Ceperj Campos está com inscrições abertas para o Curso de Formação de Instrutores de Trânsito.

As incrições podem ser feitas na agência do Ceperj em Campos, que funciona no Colégio Estadual Visconde do Rio Branco.
Os requisitos para se fazer o curso são:


- IDADE MINIMA DE 21 ANOS;
- MAIS DE 2 ANOS DE HABILITAÇÃO (PODENDO SER 01 ANO DE PERMISSÃO E 1 ANO DE HABILITAÇÃO);
- NÃO TER COMETIDO FALTA GRAVE OU GRAVÍSSIMA.
- NÃO TER SIDO SUSPENSO DO DIREITO DE DIRIGIR.


Informações podem ser obtidas pelo tel. 22 9932-6606 ou direto na agência.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Atenção concursados 2008!!!

O SEPE estará realizando junto com a categoria um grande ato público em defesa da convocação dos concursados de 2008. Contamos com a presença de todos, amanhã às 10 h em frentre a Câmara dos Vereadores... Vamos a luta categoria!!! Vamos gritar e lutar por uma educação digna no nosso município... Nos calar??? Nunca!!!
Saudações comunistas!!!

Mais de seis mil novos professores vão entrar na rede estadual

A Secretaria Estadual de Educação informou nesta segunda-feira que a expectativa é de que, em 2010, mais de seis mil novos docentes ingressem nas escolas estaduais do Rio.

Já foram convocados 2.762 professores do Concurso Público de 2009, nas disciplinas de Artes, Geografia, História, Física, Química, Matemática, Língua Estrangeira, Filosofia e Sociologia. Em breve, outros 3.238 aprovados serão chamados. O candidato pode acompanhar as novidades no site da SEEDUC e no portal Conexão Professor.

Segundo informações da Secretaria de Educação do Estado, além dos seis mil profissionais, outros 1.938 docentes do cadastro de reserva de 2008 já foram convocados neste ano, por lista única, para as disciplinas de Português, Educação Física, Espanhol e Inglês. Ainda segundo órgão, tamém será oferecida uma nova oportunidade para os aprovados de 2007, que poderão fazer até três opções de Coordenadorias Regionais, por meio de formulário a ser disponibilizado em breve na página eletrônica da Secretaria.

A proposta da secretaria é suprir carências ainda existentes em algumas localidades onde não há candidatos dos concursos vigentes aguardando convocação.

Jornal O Dia

Estado realiza paralisação quarta-feira e acompanha audiência pública na Alerj

Os profissionais da rede estadual farão uma paralisação de 24 horas na quarta-feira, dia 28. Também no dia 28 será realizado um ato conjunto dos servidores estaduais nas escadarias da Alerj, a partir das 10h, convocado pelo Muspe (Mov. Unificado dos Servidores Públicos Estaduais). A manifestação vai acompanhar a Audiência Pública na Alerj, que começa às 10h, e tratará da situação dos funcionários administrativos da rede estadual.

Os funcionários lutam pela inclusão no plano de carreira e por um salário digno. Ainda na quarta, os profissionais da rede estadual farão uma assembléia geral na ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar) para encaminhar os próximos passos da campanha salarial.

A manifestação do dia 28 será o “Dia de luta do servidor público estadual”. Outros setores do funcionalismo estadual participarão das atividades e também farão paralisações, como os serventuários da Justiça. Esta é mais uma atividade do Muspe, que em 2007 e 2008 forçou o governo Cabral a conceder os reajustes salariais de 4% e 8%, respectivamente.

MPF denuncia trabalho escravo em canaviais de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ) denunciou à Justiça seis gestores da usina açucareira Santa Cruz por reduzirem trabalhadores dos canaviais a condição análoga à de escravo. Segundo as investigações do MPF e da Polícia Federal (PF), a usina não oferecia espaço adequado para alimentação e descanso, equipamentos de segurança e assistência médica. Além de atuarem em condições precárias, os lavradores tinham as carteiras de trabalho retidas, nem sempre eram pagos e, por vezes, pagavam para trabalhar.
A denúncia, feita pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, foi recebida pela 1ª Vara Federal de Campos, onde passa a tramitar o processo penal (nº 2003.51.03.001433-4). O procurador baseou-se em depoimentos dos trabalhadores e dos denunciados e num relatório de operação do Ministério do Trabalho com a PF."É preciso combater o trabalho escravo sem trégua. Ele não apenas atenta contra a dignidade humana como causa graves e incalculáveis danos à imagem do Brasil junto à comunidade internacional", afirma o procurador Eduardo Santos de Oliveira.
Foram denunciados o supervisor de produção Lemir Carvalho de Oliveira, os supervisores de recursos humanos Danielle Moço Viana e Ismael Baltazar Rodrigues, o gerente administrativo Joanilton de Souza Conceição e os superintendentes Joaz Alves Pereira e Marie Joseph Jean Gerard Lesur. Eles responderão por sujeitar pessoas a condições degradantes de trabalho e por apoderar-se de documentos dos trabalhadores para retê-los no local de trabalho.
O crime de redução a condição análoga à de escravo tem pena de dois a oito anos de reclusão e multa. Cada réu será condenado de acordo com o número de crimes praticados e a pena deve ser acrescida da metade pela presença de um menor entre as vítimas. O supervisor Lemir Oliveira responderá pelo aliciamento de trabalhadores de outro local. Segundo os depoimentos ouvidos pelo MPF, ele ia para Minas Gerais buscar trabalhadores para os canaviais de Campos.

Audiência pública – A gravidade do problema do trabalho escravo em Campos motivou uma audiência pública sobre o tema na sexta-feira, 16, na Câmara Municipal. Promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj), a audiência teve como resultado a criação de um grupo de trabalho formado pelo MPF, Ministério Públicos Estadual (MPE) e do Trabalho (MPT) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para aprofundar as investigações das denúncias de trabalho escravo na região. Segundo recente relatório do MPT, Campos liderou o ranking do trabalho escravo no país em 2009.

Sindicato dos Médicos

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Sr. Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos dos Goytacazes, no uso das atribuições que lhe são conferidas, convoca os senhores associados, em pleno gozo de seus direitos sindicais para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 29 de abril de 2010, às 19 horas, em primeira convocação, ou às 19:30 horas em segunda convocação com qualquer número de associados no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia situado a Av. Alberto Torres, 217- altos, para a seguinte ordem do dia: A) Desagravo aos ofendidos; B) Discutir as condições de trabalho, materiais nas Unidades de Saúde do Município; C) PCCS ; D) Denuncias que possam ocorrer durante a Assembleia.

Campos dos Goytacazes, 22 de abril de 2010.


Reinaldo Tavares Dantas
Presidente do SIMEC

Farra com dinheiro público no carnaval (Folha da Manhã)

Por: Jacqueline Deolindo (Retirado do Blog: Ofício Paralelo)

A primeira noite em que pisei na pista para cobrir a Unidos da Tijuca e as escolas do grupo especial, sábado, foi de uma péssima impressão por quatro motivos: 1) a desordem na sala de imprensa, que deveria conter uma estrutura decente para que os jornalistas, que formam a opinião pública, fazerem seu trabalho; 2) a desordem das agremiações carnavalescas, que, a despeito do desfile bonito de uma minoria, ”lavavam roupa suja” entre si, com microfone aberto, na concentração, por exemplo, trocavam a ordem dos desfiles, se apresentavam com lideranças desfalcadas e não informaram os organizadores, a tempo e à hora, sobre enredo, número de componentes, alas, carros; 3) a desinformação reinante entre todas as “autoridades” no assunto, tanto secretaria de Cultura, secretaria de Comunicação e, pasmem, comissão julgadora, que também não tinha como repassar as informações mais básicas sobre cada escola (incrível como podem ter avaliado), e 4) o número imenso de crianças expostas ao sereno, som alto, desconforto e riscos de toda sorte, arrastadas pelos pais ou enroladas por eles em fantasias pelas margens da avenida, sem que o Conselho Tutelar desse uma passadinha por lá (ou passou?).

A impressão pior, contudo, foi na sala de imprensa, onde se forma a opinião que chega ao público, enquadrando a visão deles e da posteridade sobre o evento. A invasão do camarote por parte de quem nem mesmo lê gibi foi um demonstrativo não apenas de descaso com o trabalho dos jornalistas pelos próprios colegas — quem coordenava o local era a Secretaria de Comunicação, e os jornalistas-funcionários-públicos estavam logo ali, no camarote ao lado — como também a falta de colaboração entre membros da própria classe, já que os radialistas, suas famílias e os amigos de seus amigos tomaram conta do espaço com seus equipamentos, latas de cerveja e quentinhas, transformando o que seria espaço de trabalho em uma alcova de bebedeira e até de namoro, com pernas engatadas sobre cadeiras transformadas em chaise-longue. A equipe da Folha da Manhã, neste sábado, composta de três repórteres que se revezavam, lamenta o incidente, que só faz gerar a perda de respeito por quem, à frente da coisa pública, faz dela uma piada de mal gosto. Independente de ser carnaval, independente de qual seja a festa.

domingo, 25 de abril de 2010

ATENÇÃO: ato público nesta terça-feira em frente à Câmara de Vereadores de Campos

Será nesta terça-feira às 09:00h o ato público em frente à Câmara de Vereadores de Campos em prol da convocação dos concursados de 2008 da educação do município. O SEPE Campos orienta para que os concursados e demais interessados mobilizem o máximo de pessoas que puderem, familiares, amigos, simpatizantes para que possamos ter força e mostrar para os vereadores e à sociedade campista a importância de uma educação pública de qualidade com a convocação dos concursados que estão na lista de espera.
Há vagas reais em diversas escolas e não há motivo para que não se convoque imediatamente alguns professores e que não se faça a prorrogação do concurso por mais 2 anos, como a maioria dos concursos.
Vamos nos mobilizar e lutar juntos dos que estão na fila de espera!
Não é justo que aquele que estudou, pagou inscrição, fez a prova, tenha a sua vaga ocupada por outras pessoas. A justiça existe para que seja cumprida.
Todos têm direito ao trabalho, porém todos nós sabemos também que o direito de cada um deve ser respeitado. E no momento o direito às vagas que existem nas escolas municipais deve ser do concursado que está na fila de espera!


Então nosso encontro será nesta terça-feira em frente à Câmara de Vereadores de Campos, às 09:00h!

Direção SEPE - Campos: Professores Edson Braga, Cristini Marcelino e Silvana Carneiro.

Solicitação de título de eleitor via internet pode ser feita até sexta

 Acaba nesta sexta-feira (30) o prazo para que novos eleitores solicitem seu título via internet, por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o tribunal, o prazo acaba nesta semana para garantir que os eleitores tenham tempo hábil de comparecer a um cartório eleitoral, retirar o documento requerido na web, e votar nas eleições 2010.

Para solicitar o documento, é preciso acessar a página do TSE na internet e clicar no link Título NET, localizado na área Serviços ao Eleitor. Depois, basta clicar no botão novo requerimento e preencher os campos do formulário digital.

Após finalizar o requerimento, o eleitor deve comparecer o cartório eleitoral indicado pelo TSE dentro de cinco dias úteis. O eleitor deve levar documento de identidade, comprovante de endereço e, no caso dos homens, comprovante de quitação militar.

Além da solicitação de novo título de eleitor, o serviço Título NET serve para pedidos de transferência de domicílio eleitoral e alteração de dados cadastrais.

Cidadãos que não têm acesso à internet podem comparecer diretamente a um cartório eleitoral para fazer os mesmos pedidos. Para garantir a participação nas próximas eleições, as solicitações nos cartórios devem ser feitas até o dia 5 de maio.


Da Agência Brasil

sábado, 24 de abril de 2010

Contag alerta trabalhadores rurais para pesquisa eleitoral

Nos últimos dias, criou-se uma polêmica no segmento dos institutos de pesquisa com a divulgação de índices contraditórios. O Datafolha - instituto de pesquisa da Folha de São Paulo - divulgou uma pesquisa não planejada na véspera do lançamento da candidatura do José Serra (PSDB) à presidência, computando 10 pontos de vantagem em relação à candidata Dilma Rousseff (PT).

As dúvidas com relação ao resultado apontado pelo Datafolha foram geradas após a divulgação de outras pesquisas realizadas por dois institutos conceituados, Vox Populi e Sensus. No primeiro, houve empate técnico, levando em consideração a margem de erro. No segundo, empate efetivo.


Com isso, descobriu-se por meio de uma auditoria que o Datafolha adotou uma metodologia que exclui da pesquisa os eleitores do meio rural, que representam 15% dos votos e onde estima-se que o presidente Lula tenha maior aprovação que no meio urbano. Já os outros dois institutos recorreram aos dados do IBGE sobre população, sexo, instrução, idade e montaram uma amostragem reproduzindo essas condições.


A Contag, atenta às pesquisas, alerta à população para que não aceite ser manipulada e, muito menos, que institutos como o Datafolha excluam a classe trabalhadora rural das amostragens para fazer oposição ao Governo Lula.


Fonte: Contag

OBS.: Contag é a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e que congrega 24 federações estaduais, cerca de 3200 sindicatos e mais de 9 milhões de trabalhadores rurais sindicalizados.

Inscrições abertas para cursos de extensão do Cederj

A FUNDAÇÃO CENTRO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – FUNDAÇÃO CECIERJ, vinculada à SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - SECT continua com inscrições abertas para os cursos de atualização e de aperfeiçoamento do segundo trimestre de 2010, a distância, nas áreas de: Biologia, Educação em Ciências, Educação Especial e Inclusiva, Física, Governança: Gestão, Auditoria e Tecnologia da Informação, Informática Educativa, Letras, Matemática e Química, voltados para profissionais das áreas específicas e afins, assim como para graduados e licenciandos de último ano.

As inscrições deverão ser feitas exclusivamente via internet até o dia 5 de maio.


Para maiores informações acesse o site: www.cederj.edu.br/extensao.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A mídia não comenta, mas Cuba realiza eleições neste domingo

Para algumas pessoas no mundo deve ter soado um pouco estranho o anúncio do Conselho de Estado da República de Cuba de que no domingo 25 de Abril se efetuarão as eleições para delegados às 169 Assembleias Municipais do Poder Popular.

Por Juan Marrero, em Cuba Debate

Isso é perfeitamente compreensível, pois um dos componentes principais da guerra mediática contra a revolução cubana tem sido negar, escamotear ou silenciar a realização de eleições democráticas: as parciais, a cada dois anos e meio, para eleger delegados do conselho, e as gerais, a cada cinco, para eleger os deputados nacionais e integrantes das assembleias provinciais.

Cuba entra no seu décimo terceiro processo eleitoral desde 1976 com a participação entusiasta e responsável de todos os cidadãos com mais de 16 anos de idade. Nesta ocasião, são eleições parciais.

Com a tergiversação, a desinformação e a exclusão das eleições em Cuba da agenda informativa de cada um, os donos dos grandes meios de comunicação tentaram afiançar a sua sinistra mensagem de que os dirigentes em Cuba, a diferentes níveis, não são eleitos pelo povo.

Isso apesar de, felizmente, nos últimos anos, sobretudo depois da irrupção da internet, os controles midiáticos terem começado a se quebrar aceleradamente, e a verdade sobre a realidade de Cuba, nas eleições e noutros acontecimentos e temas, ter vindo à tona.

Não dar informação sobre as eleições em Cuba, nem da sua obra na saúde, educação, segurança social e outros temas, decorre de que os poderosos do mundo do capital temem a propagação do seu exemplo, à medida que vai ficando completamente clara a ficção de democracia e liberdade que durante séculos se vendeu ao mundo.

Apreciamos, no entanto, que o implacável passar do tempo é adverso aos que tecem muros de silêncio. Mesmo que ainda andem por aí alguns comentadores tarefeiros ou políticos defensores de interesses alheios ou adversos aos povos e que continuam a afirmar que “sob a ditadura dos Castro em Cuba não há democracia, nem liberdade, nem eleições”. Trata-se de uma ideia repetida frequentemente para honrar aquele pensamento de um ideólogo do nazismo, segundo o qual uma mentira repetida mil vezes poderia converter-se numa verdade.

À luz das eleições convocadas para o próximo dia 25 de Abril, quero apenas dizer-vos neste artigo, dentro da maior brevidade possível, quatro marcas do processo eleitoral em Cuba, ainda suscetíveis de aperfeiçoamento, que marcam substanciais diferenças com os mecanismos existentes para a celebração de eleições nas chamadas “democracias representativas”. Esses aspectos são: 1) Registo Eleitoral; 2) Assembleias de Nomeação de Candidatos a Delegados; 3) Propaganda Eleitoral; e 4) A votação e o escrutínio.

O Registro Eleitoral é automático, universal, gratuito e público. Ao nascer um cubano, ele não só tem direito a receber educação e saúde gratuitamente, como também, quando chega aos 16 anos de idade, automaticamente é inscrito no Registro Eleitoral.

Por razões de sexo, religião, raça ou filosofia política, ninguém é excluído. Nem se pertencer aos corpos de defesa e segurança do país. A ninguém é cobrado um centavo por aparecer inscrito, e muito menos é submetido a asfixiantes trâmites burocráticos como a exigência de fotografias, selos ou carimbos, ou a tomada de impressões digitais. O Registro é público, é exposto em lugares de massiva afluência do povo em cada circunscrição.

Todo esse mecanismo público possibilita, desde o início do processo eleitoral, que cada cidadão com capacidade legal possa exercer o seu direito de eleger ou de ser eleito. E impede a possibilidade de fraude, o que é muito comum em países que se chamam democráticos. Em todo o lado a base para a fraude está, em primeiro lugar, naquela imensa maioria dos eleitores que não sabe quem tem direito a votar.

Isso só é conhecido por umas poucas maquinarias políticas. E, por isso, há mortos que votam várias vezes, ou, como acontece nos Estados Unidos, numerosos cidadãos não são incluídos nos registos porque alguma vez foram condenados pelos tribunais, apesar de terem cumprido as suas penas.

O que mais distingue e diferencia as eleições em Cuba de outras são as assembleias de nomeação de candidatos. Noutros países, a essência do sistema democrático é que os candidatos surjam dos partidos, da competição entre vários partidos e candidatos.

Isso não é assim em Cuba. Os candidatos não saem de nenhuma maquinaria política. O Partido Comunista de Cuba, força dirigente da sociedade e do Estado, não é uma organização com propósitos eleitorais. Nem apresenta, nem elege, nem revoga nenhum dos milhares de homens e mulheres que ocupam os cargos representativos do Estado cubano. Entre os seus fins nunca esteve nem estará ganhar lugares na Assembleia Nacional ou nas Assembleias Provinciais ou Municipais do Poder Popular.

Em cada um dos processos celebrados até à data foram propostos e eleitos numerosos militantes do Partido, porque os seus concidadãos os consideraram pessoas com méritos e aptidões, mas não devido à sua militância.

Os cubanos e as cubanas têm o privilégio de apresentar os seus candidatos com base nos seus méritos e capacidades, em assembleias de residentes em bairros, demarcações ou áreas nas cidades ou no campo. De braço no ar é feita a votação nessas assembleias, de onde resulta eleito aquele proposto que obtenha maior número de votos. Em cada circunscrição eleitoral há varias áreas de nomeação, e a Lei Eleitoral garante que pelo menos 2 candidatos, e até 8, possam ser os que aparecem nos boletins para a eleição de delegados do próximo dia 25 de Abril.

Outra marca do processo eleitoral em Cuba é a ausência de propaganda custosa e ruidosa, a mercantilização que está presente noutros países, onde há uma corrida para a obtenção de fundos ou para privilegiar uma ou outra empresa de relações públicas.

Nenhum dos candidatos apresentados em Cuba pode fazer propaganda a seu favor e, obviamente, nenhum necessita de ser rico ou de dispor de fundos ou ajuda financeira para se dar a conhecer. Nas praças e nas ruas não há ações a favor de nenhum candidato, nem manifestações, nem carros com alto-falantes, nem cartazes com as suas fotografias, nem promessas eleitorais; na rádio e na televisão também não; nem na imprensa escrita.

A única propaganda é executada pelas autoridades eleitorais e consiste na exposição em lugares públicos na área de residência dos eleitores da biografia e fotografia de cada um dos candidatos. Nenhum candidato é privilegiado sobre outro. Nas biografias são expostos méritos alcançados na vida social, a fim de que os eleitores possam ter elementos sobre condições pessoais, prestígio e capacidade para servir o povo de cada um dos candidatos e emitir livremente o seu voto pelo que considere o melhor.

A marca final que queremos comentar é a votação e o escrutínio público. Em Cuba não é obrigatório o voto. Como estabelece o Artigo 3 da Lei Eleitoral, é livre, igual e secreto, e cada eleitor tem direito a um só voto. Ninguém tem, pois, nada que temer se não for ao seu colégio eleitoral no dia das eleições ou se decidir entregar o seu boletim em branco ou anulá-lo. Não acontece como em muitos países onde o voto é obrigatório e as pessoas são compelidas a votarem para não serem multadas, ou serem levadas a tribunal ou até para não perderem o emprego.

Enquanto noutros países, incluindo os Estados Unidos, a essência radica em que a maioria não vote, em Cuba garante-se que quem o deseje possa fazê-lo. Nas eleições efetuadas em Cuba desde 1976 até à data de hoje, em média, 97% dos eleitores foram votar. Nas últimas três, votaram mais de 8 milhões de eleitores.

A contagem dos votos nas eleições cubanas é pública, e pode ser presenciada em cada colégio por todos os cidadãos que o desejem fazer, inclusive a imprensa nacional ou estrangeira. E, para além disso, os eleitos só o são se alcançam mais de 50% dos votos válidos emitidos, e eles prestam contas aos seus eleitores e podem ser revogados a qualquer momento do seu mandato.

Aspiro simplesmente a que, com estas marcas agora enunciadas, um leitor sem informação sobre a realidade cubana responda a algumas elementares perguntas, como as seguintes: onde há maior transparência eleitoral e maior liberdade e democracia? Onde se obtiveram melhores resultados eleitorais: em países com muitos partidos políticos, muitos candidatos, muita propaganda, ou na Cuba silenciada ou manipulada pelos grandes meios, monopolizados por um punhado de empresas e magnatas cada vez mais reduzido?

E aspiro, para além disso, a que pelo menos algum dia, cesse na grande imprensa o muro de silêncio que se levantou sobre as eleições em Cuba, tal como em outros temas como a obra na saúde pública e na educação, e isso possa ser fonte de conhecimento para outros povos que merecem um maior respeito e um futuro de mais liberdades e democracia.

Fonte: Cuba Debate

Sindicato dos Médicos:" Matéria de O Diário é tendenciosa"

Reproduzido do Blog Estou Procurando o que Fazer...

"A VERDADE É: A médica não deixou um estagiário de medicina no seu lugar! O interno não estava com o carimbo da médica! O interno atuava sob supervisão da médica dentro dos preceitos e ditames éticos da nossa profissão e códigos de ética do estudante de medicina."
Leia postagem na íntegra no
Blog do Sindicato dos Médicos

O Que Devemos a Lénine

1970

Assinalando os 140 anos do nascimento de Lénine (22 de Abril de 1870), O Militante publica um artigo do camarada Álvaro Cunhal e recorda textos de Lénine alusivos a Portugal.

Quando, em 28 de Maio de 1926, um golpe militar reaccionário pôs fim à República parlamentar em Portugal, o Partido Comunista Português, fundado cinco anos antes, era um pequeno partido, com reduzida influência. Desde então, ao longo dos 43 anos de ditadura fascista, a repressão caiu com particular ferocidade sobre os comunistas. Como se explica então que todos os partidos democráticos existentes em 1926 tenham soçobrado sob a repressão e o Partido Comunista, nas mais difíceis condições, se tenha tornado um influente partido e indiscutivelmente a maior força política da Oposição antifascista? O facto explica-se porque o PCP, partido da única classe verdadeiramente revolucionária, se forjou e temperou através de duras provas, como um partido revolucionário guiado e inspirado pela teoria científica do proletariado revolucionário — o marxismo-leninismo.

Ao comemorarmos em Portugal o Centenário do nascimento de Lénine, afirmamos justamente que a formação e a actividade do nosso Partido e a luta da classe operária e dos trabalhadores de Portugal no último meio século estão indissoluvelmente ligados às ideias de Lénine e às conquistas revolucionárias da nossa época alcançadas sob a bandeira do leninismo.

Antes da guerra imperialista de 1914-1918, o movimento operário encontrava-se em Portugal sob a influência do anarco-sindicalismo e do reformismo. A posição social-chauvinista da generalidade dos dirigentes operários da época, que apoiaram a entrada de Portugal na guerra e a defesa do «império colonial», a ineficácia dos métodos de luta e da táctica das organizações anarquistas que defendiam a neutralidade dos sindicatos, o abstencionismo eleitoral e os métodos terroristas, a inteira submissão dos socialistas à burguesia, colocaram ante o proletariado português a necessidade de formar o seu partido político independente, a sua vanguarda revolucionária capaz, não apenas de guiar os trabalhadores nas batalhas de classe contra a exploração, mas de os guiar no complexo caminho para a liquidação do capitalismo.

A formação do Partido Comunista Português resultou dum processo objectivo e do amadurecimento da consciência política dos trabalhadores. O Partido foi a criação e tornou-se o legítimo orgulho da classe operária portuguesa.

Essa tomada da consciência teria sido entretanto incomparavelmente mais tardia se não fora a influência da Revolução de Outubro, das experiências dos bolcheviques russos, da difusão das ideias de Lénine.

Acontecimento capital na história da humanidade, a Revolução de Outubro teve uma influência determinante em toda a evolução social e política e contemporânea. No que respeita a Portugal, provocou uma decisiva viragem no movimento operário. Em Janeiro de 1918, Lénine dizia que o proletariado de todos os países «acolhe cada notícia, cada fragmento de relatório sobre a nossa revolução, cada nome, com uma tempestade de aplausos de simpatia, porque sabe que na Rússia se trabalha para a sua causa comum: a causa da insurreição do proletariado, da revolução socialista internacional» (Oeuvres, ed. fr., v. 26, p. 496) (*). Assim sucedeu também em Portugal. Apesar da feroz campanha que a imprensa burguesa conduzia contra o jovem Estado soviético, apesar das posições anti-soviéticas de dirigentes anarquistas e socialistas, os trabalhadores procuravam avidamente «cada migalha de informação» e, por instinto de classe, logo viram na revolução russa a sua própria causa. Antes mesmo que os dirigentes se pronunciassem, um largo movimento de apoio à Revolução de Outubro, aos bolcheviques, à causa de Lénine, surgiu vindo da base.

Em 1919 constituiu-se o Soviete de Propaganda Social, círculo político cujo objectivo era defender a Revolução de Outubro e popularizar as suas experiências. Com o mesmo objectivo formaram-se ulteriormente círculos «bolcheviques», que se agruparam na Federação Maximalista Portuguesa e publicaram, a partir de Outubro de 1919, o semanário Bandeira Vermelha. O apoio à Revolução de Outubro constituiu um movimento de opinião que, ganhando partidários nas próprias organizações e imprensa anarquistas, havia de conduzir à formação do Partido Comunista Português em 1921.

O golpe militar de 1926 e a subsequente instauração da ditadura fascista verificaram-se antes que o PCP, em cujas fileiras se fazia ainda fortemente sentir a influência do anarco-sindicalismo, tivesse conseguido criar sólidas raízes na classe operária e formar quadros revolucionários educados nas ideias de Lénine. Proibido e perseguido, quando ensaiava apenas os primeiros passos, o Partido não estava então em condições de se adaptar rapidamente à severa clandestinidade que lhe foi subitamente imposta. As suas organizações desagregaram-se e a sua actividade cessou praticamente durante os três primeiros anos de ditadura.

É a partir de 1929 que o PCP se vai finalmente organizar como um partido do tipo leninista. As viagens do operário e dirigente sindical do Arsenal da Marinha de Lisboa Bento Gonçalves à URSS, em 1927 e 1929, tiveram decisiva influência. Aprendendo as experiências do Partido de Lénine, no próprio berço da Revolução, Bento Gonçalves promove a Conferência do PCP de Abril de 1929 e dirige desde então a reorganização do Partido. A vida de Bento Gonçalves foi curta. Secretário-Geral do Partido, preso em Novembro de 1935, logo após o seu regresso do VII Congresso da Internacional Comunista, viria a morrer a 1942 no campo de concentração do Tarrafal (Ilhas de Cabo Verde), vítima da condenação à morte lenta com que os fascistas aniquilaram aí numerosos quadros do Partido. Nos escassos 6 anos decorridos de 1929 a 1935, o Partido, ajudado pela Internacional Comunista e pelo PCUS, definiu a sua orientação política, formou um primeiro sólido núcleo de quadros revolucionários, fundou em 1931 o seu órgão clandestino central Avante!, ganhou raízes na classe operária e criou assim as condições básicas do seu desenvolvimento ulterior.

O desenvolvimento do Partido foi irregular e acidentado. Numa longa e difícil aprendizagem, atravessou complexas situações. Mas pôde superar dificuldades e debilidades, corrigir erros, e transformou-se finalmente na vanguarda revolucionária da classe operária e na maior força política antifascista, porque teve a iluminar o seu caminho as ideias e os ensinamentos de Lénine.

A continuidade do núcleo dirigente, duramente atingido por assassinatos e por séculos de prisão sofridos pelo conjunto dos seus quadros, mas sempre renovado por novos militantes forjados no fogo da luta; a continuidade da imprensa clandestina e em particular do órgão central do Partido Avante!, sempre editado no interior do país, que as publica sem interrupção há 30 anos; a vitalidade das organizações renascendo sempre que destruídas pelo inimigo — mostram que um Partido que se guia pelo leninismo é indestrutível, que é uma força revolucionária capaz de triunfar das mais duras provas.

Ao genial teórico continuador de Marx e de Engels, ao criador do Partido proletário de novo tipo, ao dirigente da primeira revolução socialista vitoriosa, ao fundador do primeiro Estado de operários e camponeses, ao criador e guia da Internacional Comunista, nós, comunistas portugueses, devemos, como os comunistas e trabalhadores de todo o mundo, a determinante influência das suas ideias e actividade nos acontecimentos revolucionários capitais da nossa época. Devemos o exaltante exemplo e o profundo impacto na consciência dos trabalhadores portugueses da vitória de Outubro, das realizações da URSS dos êxitos do movimento operário internacional. Devemos ainda a Lénine a bússola segura para a orientação de toda a nossa actividade.

Só na base do leninismo o PCP pôde fazer uma análise correcta da situação económica e política em Portugal, dos aspectos específicos do desenvolvimento do capitalismo, da evolução da estrutura de classe da sociedade, das contradições e conflitos de classes. Só na base do leninismo pôde definir a fase actual da revolução, e as suas características e objectivos. Só na base do leninismo pôde estabelecer o sistema de alianças da classe operária e prosseguir uma política independente de classe. Só na base do leninismo pôde definir uma táctica correcta, tendo como objectivo o desenvolvimento das lutas de massas, associando o trabalho clandestino ao aproveitamento das possibilidades de acção legal, mesmo limitadas, condicionais e contingentes. Só na base do leninismo pôde combater com êxito a ideologia da burguesia e as influências pequeno-burguesas, oportunistas e revisionistas, no movimento operário. Só na base do leninismo pôde determinar a perspectiva revolucionária do movimento operário e antifascista. Só na base do leninismo pôde definir os seus princípios orgânicos e a sua aplicação nas condições de severa clandestinidade, que lhe permitiram alcançar o grau de organização, a unidade e a disciplina indispensáveis para resistir vitoriosamente à repressão fascista e dirigir a luta da classe operária e das massas populares nas condições da ditadura fascista.

Inspirando-se no leninismo, o Partido ligou-se estreitamente à classe operária e às massas populares e, intérprete fiel do seu sentido e aspirações, tornou-se a força motora das lutas pelos seus interesses fundamentais da população trabalhadora, contra o fascismo, pela liberdade, pela verdadeira independência nacional, pelo reconhecimento do direito dos povos das colónias portuguesas à autodeterminação e à independência. A existência e a actividade do Partido estão tão indissoluvelmente ligadas às lutas da classe operária e do povo português ao longo dos negros anos de ditadura fascista que, em larga medida, a história do Partido é a história dessas lutas e não se pode falar destas sem referir o papel do Partido.

Os êxitos do Partido são êxitos da classe operária portuguesa, fonte da sua existência, da sua vida e da sua força e reserva inesgotável de energia revolucionária. São fruto da luta abnegada de gerações de militantes que, inspirados pelo leninismo, consagravam todas as suas energias à causa dos trabalhadoras e souberam fazer por ela os maiores sacrifícios.

O desenvolvimento, a actividade e os êxitos do PCP são ao mesmo tempo inseparáveis das vitórias do proletariado internacional, da Revolução de Outubro, das vitórias e realizações da União Soviética, das ulteriores revoluções socialistas vitoriosas, dos êxitos da classe operária de todos os países, do desenvolvimento do movimento de libertação nacional, da solidariedade fraternal dos partidos irmãos. Vanguarda revolucionária da classe operária portuguesa, o PCP é ao mesmo tempo um destacamento do movimento comunista internacional e considera indivisíveis, como ensinou Lénine, os seus deveres nacionais e os seus deveres internacionais.

A causa do proletariado português identifica-se com a causa do proletariado de todos os países de que Lénine foi o genial teórico e dirigente.

Por isso, o PCP comemora o centenário do nascimento de Lénine ao lado do Partido Comunista da União Soviética e do povo soviético, dos países socialistas, dos partidos irmãos, dos trabalhadores de todo o mundo. «Comemorar o Centenário do nascimento de Lénine (diz a resolução do CC do PCP de Agosto de 1969) é comemorar os êxitos e vitórias da União Soviética, principal baluarte de todas as forças revolucionárias do mundo. É comemorar os êxitos e vitórias do Partido de Lénine, o Partido Comunista da União Soviética. É comemorar as vitórias históricas dos países socialistas, do proletariado internacional, dos povos que se libertaram do jugo colonial. É comemorar o triunfo das ideias de marxismo-leninismo, que inspiram milhões de homens e iluminam o caminho da luta pela libertação de toda a humanidade do jugo do imperialismo, pelo triunfo do comunismo à escala mundial.»

Em Portugal, os comunistas, os trabalhadores e os homens progressistas comemoram o Centenário nas difíceis condições da ditadura fascista, que priva o povo português das mais elementares liberdades, que impõe uma feroz censura à imprensa, que nega o direito de organização e de reunião. A edição das obras de Lénine é proibida. Defender as ideias de Lénine é considerado um crime, que sujeita os seus autores a pesadas condenações. Entretanto, embora forçado à mais severa clandestinidade, o PCP, no quadro das comemorações, promove reuniões, edita um número especial do seu órgão central, edita os escritos de Lénine sobre Portugal e toma uma série de outras iniciativas. Considera também que a melhor forma de comemorar tão memorável centenário é aplicar na acção, na prática revolucionária, os ensinamentos de Lénine.

«À frente da classe operária e das massas trabalhadoras (diz a citada resolução do CC do PCP) o PCP e cada um dos seus militantes comemorarão o centenário do nascimento de Lénine, lutando com entusiasmo e devoção contra a ditadura fascista, pela democracia, a independência nacional, a paz e o socialismo.»

Em Portugal, como em todos os países do mundo, ao comemorar o centenário, os comunistas e os trabalhadores têm justamente os olhos voltados para a União Soviética e para o Partido Comunista da União Soviética, que Lénine criou e dirigiu e que continua a sua obra imortal. Ser fiel às ideias e aos ensinamentos de Lénine significa hoje, tal como nos primeiros anos do primeiro Estado de operários e camponeses, tal como em vida de Lénine, estar ao lado da União Soviética e ser activamente solidário para com ela. Ao comemorar o centenário, o PCP reafirma a sua amizade inquebrantável com o Partido Comunista da União Soviética, com os continuadores directos de Lénine, com o grande país do socialismo, que, fiel às ideias de Lénine, edificou a sociedade mais avançada, progressiva e democrática jamais existente na história da humanidade e se tornou uma força determinante de todo o processo revolucionário mundial.

O que o PCP e os trabalhadores portugueses devem a Lénine, devem-no também ao Partido e ao povo cujo trabalho criador, cujas vitórias, cuja abnegação, cujos sacrifícios, cujo internacionalismo deram e dão uma contribuição sem paralelo para o triunfo em todo o mundo da causa do socialismo e do comunismo, da grande causa de Lénine.

(*) V. I. Lénine, Obras Escolhidas em seis tomos, Edições «- Carlos Aboim Inglez -

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Com programa ousado de TV, PCdoB propõe mais avanços para o país

O PCdoB levou ao ar nesta quinta-feira, 22, um programa partidário ousado, palpitante, otimista e de forte conteúdo político. Ao longo de dez minutos, os comunistas falam de sua participação no governo Lula, no Parlamento e de sua visão avançada sobre o país, baseada num novo projeto nacional de desenvolvimento, um dos principais pontos de seu Programa Socialista. A propaganda já está disponível para ser vista pela internet e as inserções de 30 segundo seguem sendo exibidas nos dias 24 e 27.
Com o mote “O Partido do Socialismo; uma forma moderna e mais justa de governar” e especialmente voltado para a classe trabalhadora, o programa começa fazendo menção ao homem da terra e à realidade de milhões de brasileiros do interior que, assim como o presidente Lula, lutam por uma vida mais digna e plena de direitos.

Em seguida, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), fala sobre a ascensão do partido. “O PCdoB cresce porque entende o que o brasileiro precisa e o que você quer”. Depois, Raimunda Leone, diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, discorre sobre a presença dos comunistas nos movimentos sociais.

A líder do PCdoB na Câmara, deputada Vanessa Grazziotin, trata da participação parlamentar do PCdoB. Jandira Feghali, secretária de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, aborda a atuação no Poder Executivo. "São mulheres e homens que assumem grandes desafios e governam com honestidade, competência e afeto com sua gente”.

Orlando Silva Jr., ministro do Esporte, comenta a atuação do partido na pasta desde o começo do governo Lula. "Conquistamos vitórias importantes para os brasileiros e o Brasil". E completou: “criamos o Segundo Tempo para colocar um milhão de jovens praticando esportes nas escolhas”. Sobre a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, disse que “com essas vitórias, o Brasil ganha muito mais do que você pode imaginar".

O deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA), discorre sobre a modernização do sistema de saúde, a qualificação da educação, a construção de estradas e ferrovias e melhoria do transporte nas grandes cidades. "O Brasil ainda tem muitos desafios pela frente para ser uma nação justa. Por isso, o PCdoB apresenta um novo projeto nacional de desenvolvimento". Em seguida, são mostradas as seis reformas democráticas propostas pelo PCdoB como parte desse projeto: as reformas política, dos meios de comunicação, da educação, tributária, agrária e urbana.

Em seguida, são mostradas as participações que o PCdoB teve nas mais diversas lutas democráticas brasileiras ao longo de seus 88 anos.

Manuela D’Ávila, deputada pelo PCdoB-RS, fala sobre o respeito internacional adquirido pelo Brasil. "Não abrimos mão da soberania e da integração com outros países, principalmente os da América Latina, que, como o Brasil, querem ser mais independentes e fortes".

O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, coloca que "o governo do presidente Lula foi o começo, o ponto de partida" para um novo futuro de bases socialistas. "O Brasil tem papel fundamental na América Latina e no mundo, mas precisa resolver, de uma vez por todas, as desigualdades sociais que ainda existem. O país não pode andar para trás, tem que ir em frente sempre".

O programa é finalizado em um bar, onde Netinho de Paula e Leci Brandão conversam sobre os diferentes estilos de música no Brasil, comparando tal diversidade com a que marca também a política nacional.

Carnaval fora de época????

Por: Douglas Azeredo

Muitos são os pontos questionáveis no chamado Campos Folia, carnaval fora de época em Campos dos Goytacazes. A exorbitante quantia gasta pelo poder público municipal com o evento, trazendo escolas de samba do Rio de Janeiro. Nada contra a cultura carioca, de grande importância para a cultura brasileira. Porém, é essencial incentivarmos, colocarmos como prioritária a cultura local.

Os moradores do Condomínio Dr. Elias, na Avenida Alberto Lamego, estão isolados, obrigados a conviverem durante o feriado com barulho, música alta fora até altas horas.


Esta festividade fora de época teve origem nas cheias de 2009, com a justificativa das condições em que se encontrava a cidade. Existiria tal necessidade se hoje áreas atingidas pelas cheias continuam da mesma maneira, sem que qualquer atitude concreta tenha sido realizada?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Alberto Sampaio? Qual será seu destino?

Área sob o viaduto, próximo a Rua Gil de Góis, poucos dias antes de colocarem os tapumes.

Não precisamos nos afastar do Centro de nossa cidade para presenciarmos o descaso com as áreas públicas. Estas, que deveriam servir ao lazer, locais de encontro, conversas, brincadeiras, estão abandonadas.

O Parque Alberto Sampaio, no coração da cidade, é um claro exemplo. Em uma cidade carente de áreas verdes, com conceito de praças muitas vezes contrário ao que encontramos nas cidades de porte semelhante. A área do Alberto Sampaio, totalmente abandonada, com reformas iniciadas e não concluídas, agoniza assim como toda a região ao redor. Após a construção do viaduto, a área do Alberto Sampaio próxima a Rua Gil de Góis acabou segregada da maior parte do parque. Após tal fato, com a ausência do Estado, a área tornou-se ponto de transporte clandestino, estacionamento, em decorrência da falta de vagas no Centro, e também estacionamento de veículos de prestadoras de serviço a Prefeitura de Campos.

Durante anos nenhuma atitude foi tomada! Nos últimos dias, o poder público municipal, finalmente começou a tomar atitudes, isolando a área com tapumes. Porém, os cidadãos campistas, os moradores desse município ainda não sabem o que será realizado no local. Seriam mais quiosques para retirar os vendedores ambulantes do terminal urbano? Seria uma reforma a fim de reintegrar a área ao Parque Alberto Sampaio...?

Na falta de respostas, esperamos ser uma possível reintegração da área ao Parque Alberto Sampaio, colocando em primeiro plano as árvores, jardins, áreas de convivência.

Teríamos muito mais a acrescentar. Mas a questão da Avenida José Alves de Azevedo, popularmente conhecida como Beira Valão é bem complexa. Pretendemos abordá-la nos variados aspectos, afinal esta via compõem a história de Campos dos Goytacazes.

O BODE EXPIATÓRIO DA INCONFIDÊNCIA

Por Cléber Sérgio de Seixas

Rio de Janeiro, manhã de 21 de abril de 1792, um sábado.
Um cortejo sai da cadeia pública e percorre algumas das principais ruas do centro da cidade, especialmente ornamentadas para o evento: a execução na forca de um prisioneiro. Como quem acompanha um Auto de Fé, as pessoas movem-se freneticamente, ansiosas para presenciar o fim de um indivíduo do qual pouco sabem, exceto que é alguém que ousou desafiar a autoridade portuguesa. A procissão finalmente chega ao largo da Lampadosa, onde se inicia o cerimonial. Após ouvir a sentença o prisioneiro é conduzido ao patíbulo por um negro de semblante austero. A cerimônia se arrasta por dezoito horas. Enquanto é ajeitado todo o instrumental de execução, o réu observa a impaciente multidão.

Imagina como teriam sido as coisas se pessoas como aquelas que agora lhe lançam olhares, ansiosas por vê-lo estrebuchando pendurado à corda, tivessem aderido ao movimento logo que ele e os demais conspiradores tivessem tomado as ruas de Vila Rica, dando vivas à República, três anos antes. Conclui que as massas são volúveis e manipuláveis. Quando a corda enrijece e o corpo pende no ar, terminam as esperanças de formação de uma república no Brasil e tem fim o movimento que passaria à História com o nome de Conjuração ou Inconfidência Mineira – movimento do qual participaram poetas, políticos, empresários e membros do clero.

O condenado chamava-se Joaquim José da Silva Xavier, ex-militar, a quem atribuíram a alcunha de Tiradentes durante os autos do processo. Na seqüência o corpo do homem é esquartejado e suas partes são colocadas em sal. O destino de sua cabeça será o poste de uma praça em Vila Rica, atual Ouro Preto, onde ficaria até que o tempo e as varejeiras dêem cabo dela. No entanto, a cabeça desapareceu e nunca mais foi localizada.


No dia em que tomou conhecimento de sua eleição como Presidente da República pelo colégio eleitoral, Tancredo Neves disse:”Se todos quisessem, como dizia Tiradentes, poderíamos fazer do Brasil, uma grande nação”. A bandeira do estado que Tancredo governara - um triângulo vermelho sobre fundo branco, ladeado pela inscrição Libertas quae sera tamem, liberdade, ainda que tardia - é a mesma da nação que pretendiam instaurar Tiradentes e os Inconfidentes, caso tivessem logrado êxito no movimento. A liberdade que buscava Tancredo e tantos outros políticos, artistas, intelectuais e gente humilde do povo, era a de escolher pelo voto direto o presidente da república coisa que não se fazia a pelo menos 24 anos.

Tancredo viria a falecer no mesmo dia que Tiradentes foi executado, sem mesmo ter tomado posse. Mera coincidência ou mais uma das incógnitas da História? Só o tempo dirá. A liberdade para Tancredo e para Tiradentes fora tardia. Se estivesse vivo, Tancredo faria cem anos. Morrem os homens, forjam-se as lendas.


Os heróis e os mitos são muitas vezes criados para atenderem a interesses específicos de determinados grupos sociais. “São ícones cheios de poder, ideologia e funcionam como pontos de identificação coletiva. Atingem a alma dos cidadãos e estão a serviço da legitimação dos regimes políticos”, como assinala a professora de História Aparecida Panisset.

Tiradentes torna-se oficialmente herói nacional após a proclamação da República. A imagem de Tiradentes de barba, cabelos longos e com uma corda envolvendo o pescoço pouco tem de real, principalmente por ser costume da época raspar a cabeça e o rosto dos condenados antes da execução. A idéia provavelmente era aproximar a figura de Tiradentes à de Jesus Cristo, outra figura popular.


No entanto, se há alguma semelhança entre os dois que mereça ser citada, que seja somente a de ambos terem sido bodes expiatórios, ou seja, carregaram a culpa por todos os demais. Tiradentes, o mais “pé-rapado” dos conjurados, foi o único sentenciado à morte, assumindo somente após o quarto interrogatório a responsabilidade de líder do movimento. Sua história faz justiça ao ditado que diz que a “corda arrebenta sempre do lado mais fraco”. No entanto, se a corda tivesse arrebentado, a história seria outra...