domingo, 25 de maio de 2014

PCdoB realiza Encontro de Lideranças

No último sábado (25/05), às 14h, o Partido Comunista do Brasil em Campos promoveu o Encontro de Lideranças. O evento ocorreu na Rua Tenente Coronel Cardoso - 719, e foi capitaneado pelo membro da Direção Estadual, João Carvalho, pelo filiado do PCdoB - Macae, Fred Kohler e pela presidente do PCdoB - Campos, professora Odete Rocha.

sábado, 26 de janeiro de 2013

NOTA OFICIAL DO PCdoB DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


BASTA DE VIOLÊNCIA! QUEREM INTIMIDAR O MOVIMENTO SEM TERRA! QUEREM INTIMIDAR O MOVIMENTO SOCIAL! QUEREM INTIMIDAR O POVO BRASILEIRO



Trata-se de uma afronta as instituições democráticas, ao Movimento Sem Terra, Social e Sindical, e à toda sociedade. O assassinato de Cícero Guedes um dos líderes do MST em Campos dos Goytacazes agride violentamente a todos os que defendem uma sociedade democrática, plural, justa e segura. É mais uma ação covarde, daqueles, que acham que estão acima das leis e que certamente acham que vão ficar impunes.
O PCdoB de Campos dos Goytacazes exige um basta na violência e junta-se aos que nesse momento cobram do Estado uma ação eficaz para elucidar este brutal assassinato e fazer justiça. Nosso sentimento é de indignação, nossa exigência é de punição exemplar e segurança para toda sociedade exercer o seu direito de lutar por uma sociedade justa e igualitária, não podemos permitir a volta dos porões da ditadura.


DIRETÓRIO MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O caos no transporte em Campos

 Do Ururau

Mais de 60% da população de Campos se diz insatisfeita com transporte

Maior insatisfação refere-se ao número de veículos em horário crítico, diz pesquisa
Carlos Grevi / Virna Alencar

Maior insatisfação refere-se ao número de veículos em horário crítico, diz pesquisa

Pesquisa feita pela mestranda Giselle Azevedo Pinto, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UENF, mostra uma grande insatisfação com o transporte público de Campos em um grupo de 300 usuários. A maior insatisfação refere-se ao número de veículos em horário crítico, segurança nos terminais rodoviários e nos pontos de ônibus fora dos terminais.
A PESQUISA — feita através de um questionário aplicado em março de 2012 na Avenida Quinze de Novembro — embasou a dissertação de mestrado de Giselle. Intitulada “Um estudo sobre a melhoria da qualidade do serviço de transporte urbano por ônibus em Campos dos Goytacazes-RJ”, a pesquisa teve a orientação do professor Daniel Ignácio de Souza Júnior, do Laboratório de Engenharia de Produção (LEPROD) da UENF.
Mais da metade dos entrevistados (62,6%) revelou estar muito insatisfeita com o número de veículos atuando nos horários críticos. Em relação à segurança nos terminais rodoviários, 72,7% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos. Já 72,7% dos usuários revelaram que estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a segurança nos pontos de ônibus fora do terminal rodoviário.
A pesquisa registrou também grande índice de insatisfação em relação ao horário das rotas, pontualidade, segurança dentro do veículo, rapidez nas viagens, número de veículos, assentos e coberturas nos pontos de espera e identificação/ condição dos pontos de parada. Para a Empresa Municipal de Transportes (Emut), porém, a maioria dos itens foi considerada ‘regular’, exceto o que se refere à limpeza dos ônibus, para o qual a empresa se mostrou insatisfeita.
Em contrapartida, 62,7% dos entrevistados estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a habilidade do motorista na hora de dirigir e 61% deles, muito satisfeitos com o valor da passagem. As linhas consideradas mais bem atendidas são as que cobrem os distritos de Donana e Goytacazes, além do Bairro Parque Imperial.
Giselle ouviu ainda representantes das 14 empresas de ônibus existentes em CAMPOS — responsáveis por um total de 348 ônibus em circulação na cidade. Ao contrário dos usuários, os representantes das empresas de ônibus consideram satisfatório o serviço prestado. No entanto, apenas 38,5% das empresas afirmaram possuir frotas adaptadas a usuários portadores de deficiência.
"A análise da pesquisa mostra que todas as condições apresentadas no questionário precisam ser melhoradas. O grande desafio é determinar quais condições devem ser melhoradas no futuro próximo pelas empresas e quais deverão ter ajuda do governo municipal", diz Giselle.

domingo, 24 de junho de 2012

Convenção do PV aprova coligação com PC do B


O Partido Verde (PV) realizou na manhã deste sábado, no sindicato dos bancários, a convenção que definiu o direcionamento da sigla na eleição deste ano. Por 11 votos a 1, foi aprovada a coligação com o PC do B. Com esta decisão,  Andral Tavares (PV)  será o vice na chapa da pré-candidata, Odete Rocha.
A convenção do Partido Comunista do Brasil( PC do B) acontecerá no próximo dia 30 de junho.
23/06/2012 15:

sábado, 23 de junho de 2012

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PCdoB


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Campos dos Goytacazes publica Edital de convocação de sua Convenção Eleitoral que será realizada das 13 horas às 17 horas no Sindipetro NF abaixo:

COMITÊ MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PCdoB DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


1- O Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil – PCdoB de Campos dos Goytacazes CONVOCA todos (as) filiados (as) para participarem no dia 30 de junho de 2012, da Convenção Eleitoral Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes, em conformidade com o Estatuto partidário.

A Conferência Municipal será realizada no Sindipetro NF - Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, das 13 horas às 17 horas, localizado na Avenida 28 de Março, Centro, nº 485, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. 

Terão direito a voz e voto os delegados eleitos nas assembleias de base.

2- Da pauta da Convenção Municipal constarão a seguinte ordem do dia:

-    Apreciação e Aprovação de Coligações Majoritária e Proporcional;
-    Apreciação e Aprovação dos nomes dos/as candidatos/as majoritários e proporcionais que concorrerão ao pleito esse ano;
-     Assuntos diversos.

Campos dos Goytacazes, 22 de junho de 2012.



ODETE PEREIRA DA ROCHA DUARTE
Presidenta do Comitê Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Comissão aprova PNE, mas continua luta pelos 10% do PIB


A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou, nesta quarta-feira (13), em caráter conclusivo, o texto principal do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Mas continua a luta pela fixação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação. O relator fixou o índice em 8% do PIB, mas os destaques devem ser analisados no dia 26 de junho. O projeto ainda poderá ser analisado pelo Plenário da Câmara, caso haja recurso contra a decisão da comissão.

O percentual do PIB a ser investido diretamente no setor é um dos pontos a serem analisados nos destaques. Ao encaminhar o voto pelo PCdoB, a deputada Alice Portugal (BA), disse que o Partido votava pelos 10% do PIB da educação e no restante com o relatório de Vanhoni.

“Eu como parte do governo, reconhecedora dos avanços na área da educação, mas ao mesmo tempo não posso frustrar de brigarmos até o fim. Se a comissão vota pelos 10% continua lutando para chegar em patamar maior. O PCdoB vota pelos 10%”, disse a parlamentar.

Ela explicou ainda que “fica difícil fazer drible em relação ao objetivo assertivo dessa meta que há tantos anos perseguimos”, e destacou que essa posição mais assertiva emana da vontade coletiva de deputados de todas as legendas, inclusive do PT.

Posição assertiva

Alice Portugal explicou que com a aprovação dos 10% do PIB para educação, “fazemos um gesto para análise pela equipe econômica do governo, porque existe expectativa depositada na aplicação de 10% do PIB na educação como demarcação de um novo tempo". E conclui: "Em nenhum outro período na história desse país se investiu tanto em educação como nos oito anos do governo Lula e nesses primeiros meses do governo Dilma. Nós do PCdoB compreendemos os avanços, votaremos com o relatório de Vanhoni, mas com relação a meta 20 (de investimentos) queremos uma posição mais assertiva”.

No dia anterior, durante a discussão do voto em separado do deputado Ivan Valente (Psol-SP), defendem 10%, o deputado Chico Lopes do (PCdoB-CE) também defendeu 10%. "Se não fecharmos nos 10%, não fizemos nada aqui", avaliou.

Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) disse que "se este país tem capacidade para se candidatar e ganhar para ser sede de jogos olímpicos e Copa do Mundo, como não tem para educação", apresentando trabalhos acadêmicos que ligam o baixo investimento no setor ao aumento da população de risco.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) determina as 20 metas para o Brasil cumprir até 2020. No texto aprovado, foi colocado um "respectivamente como investimento direto e total" nos valores a investir do PIB, fixados no projeto em 7,5% e 8%. Segundo o relator, este texto dá abertura para que o governo possa ampliar.

De Brasília
Márcia Xavier

sábado, 26 de maio de 2012

PCdoB - Campos convoca convenção eleitoral


 
NORMATIZAÇÃO DA CONVENÇÃO ELEITORAL MUNICIPAL 2012 DO PCdoB DE CAMPOS DOS GOYTACAZES



O Comitê Municipal do PCdoB de Campos dos Goytacazes, com base em resolução do Comitê Central e no Estatuto Partidário, aprova a seguinte normatização para a realização da Convenção Eleitoral Municipal 2012:

Art. 1.º - A Convenção Eleitoral Municipal será realizada em Campos dos Goytacazes, no dia 30 de Junho de 2012 (sábado), na Av. Deputado Alair Ferreira, 10, (28 de março) Bairro Turf-Club, na sede do PCdoB de Campos dos Goytacazes. Os trabalhos terão início às 13 horas e se encerrarão às 17 horas do mesmo dia.

Art. 2.º - A pauta da Convenção Eleitoral Municipal do PCdoB será:
1. Análise da Situação Política;
2. Deliberação sobre a tática eleitoral majoritária do PCdoB – Campos dos Goytacazes, com a escolha do candidato a prefeito e vice;
3. Deliberação sobre a tática eleitoral proporcional do PCdoB – Campos dos Goytacazes, com a escolha dos candidatos a vereadores.

Art. 3.º - A Convenção Eleitoral Municipal será aberta e instalada pela Presidenta do Partido, e na sua ausência, por seu substituto legal.

Parágrafo Único - A eleição de delegados e delegadas à Convenção Eleitoral Municipal será realizada através de votação secreta, única e intransferível (Art. 18, do Estatuto partidário) nas Assembléias de Base.

Art. 4.º - A Convenção Eleitoral Municipal constituir-se-à de:
a) Delegados e delegadas eleitos em Assembleias das Organizações de Base com direito a voz e voto;
b) Membros do Comitê Municipal com direito a voz e voto;
c) Convidados do Comitê Municipal com direito a voz.

Parágrafo Primeiro – Os delegados e delegadas serão eleitos nas Assembleias de Base ou Plenárias de Filiados na proporção de 1 (um) delegado (a) para cada 5 (cinco) filiados e fração de 3 (três) presentes mais um delegado garantindo o número de 1 (um) suplente por base ou 50% dos delegados eleitos. Os reunidos e do total de delegados, eleger-se-à 50% de suplentes.

Parágrafo Segundo – O Comitê Municipal devem incentivar a constituição de novas Organizações de Base no processo de mobilização da Convenção, respeitando os dispositivos desta norma e do estatuto partidário.

Parágrafo Terceiro – Só terá validade as Assembleias de Base marcadas 72 horas antes no Comitê Municipal e com acompanhamento de pelo menos um membro da executiva municipal, ou outro dirigente indicado pela mesma.

Art. 5.º - Participarão da Convenção Eleitoral Municipal com direito a voto os que se filiarem ao Partido até 15 (quinze) dias antes de sua realização, respeitado o disposto no Artigo 9º sobre a contribuição financeira do membro do Partido.

Parágrafo Primeiro – O direito de voto dos (as) delegados e delegas somente se exercerá mediante apresentação da Carteira Nacional de Militante ou comprovante de requisição da mesma no ato do credenciamento. Não verificada essa condição, terão direito apenas à palavra.

Parágrafo Segundo – Para votar na Convenção Eleitoral e poder ser eleitos (as) candidato (a) do Partido, os integrantes do Comitê Municipal, previamente indicado pela Direção, bem como os integrantes do Comitê Estadual, deverão estar inscritos no Sincom e estar em dia com a contribuição partidária e ter requisitado sua Carteira Nacional de Militante, referente ao biênio 2011-2012.

Art. 6.º - Caberá ao Comitê Municipal apresentar à Convenção Eleitoral Municipal proposta de coligação e lista dos candidatos ao pleito majoritário e proporcional.

Parágrafo Terceiro – Os (as) candidatos (as) a Vereador (a) deverão estar em dia com as suas contribuições militantes e ter requisitado a Carteira Nacional de Militante, referente ao biênio 2011-2012.

Art. 7.º - A proposta de coligação e de candidatos ou não será aprovada se obtiver a maioria simples de votos dos presentes, de forma aberta, única e intransferível (Art. 18 do Estatuto do Partido).

Art. 8.º - Havendo necessidade política, a Convenção Eleitoral Municipal poderá delegar ao Comitê Municipal ou à sua Comissão Política, a atribuição de decidir sobre a coligação e aprovar os nomes dos candidatos, “ad referendum” do Comitê Estadual.

Art. 9.º - A Convenção Eleitoral Municipal instalar-se-à com a presença da maioria simples de seus delegados e delegadas eleitos.

Parágrafo único - O quórum mínimo de mobilização municipal será o correspondente a 50% (cinquenta por cento) do número de militantes mobilizados na conferência de 2011.

Art.10. - As Assembléias de Base serão acompanhadas pela executiva municipal que poderá indicar um membro do Comitê Municipal para acompanhá-la, devendo ser convocados (as) todos (as) os (as) filiados (as) da área de atuação de cada base.

Art. 11. - As Assembléias de Base deverão ser realizadas visando garantir o cumprimento da pauta, objetivando a participação de maior número de filiados (as).

Art. 12. - As Assembléias de Base deverão tratar da seguinte pauta:
• Situação política e Tática eleitoral de Campos dos Goytacazes 2012;
• Plano de atuação eleitoral majoritária e proporcional, com estabelecimento de metas de votos da base para o pleito proporcional;
• Eleição de delegados e delegadas para a Convenção Eleitoral 2012.

Art. 13. - As Assembléias de Bases deverão ser realizadas no período de 25 de Maio à 19 de Junho de 2012.

Art. 14. - As atas das Assembléias de Bases, com os nomes legíveis e assinaturas, deverão ser entregues ao Comitê Municipal no prazo máximo e inadiável de 21 de Junho de 2012.

Art. 15. - Os casos não previstos serão resolvidos pela Comissão Política Municipal.

Campos dos Goytacazes, 25 de Maio de 2012.

Comitê Municipal de Campos dos Goytacazes

terça-feira, 15 de maio de 2012

Jandira quer superar resistência para aprovar taxação de fortunas

O projeto que cria a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF) deve voltar à pauta de votação na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (16). A relatora do projeto, a deputada e médica Jandira Feghali (PCdoB-RJ), lamentou a manobra que impediu a aprovação na semana passada. Apesar das resistências de alguns parlamentares, Jandira luta pela aprovação da matéria que destinará mais verba para a saúde.


Leia mais no Vermelho.

Morre Sérgio Diniz

O professor Sérgio Diniz (PPS), ex-deputado estadual e ex-vereador, morreu nesta segunda-feira. A informação foi confirmada por familiares. Segundo informa o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, em seu blog Opiniões, aqui, ele morreu por volta das 15h15, vítima de um infarto fulminante, aos 69 anos. Ainda de acordo com o blog, o corpo será velado a partir das 19h, na Universidade Candido Mendes, onde ele atuou como professor e o sepultamento será no Campo da Paz ao meio dia.

O presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim, decretou luto por três dias pela morte do ex-vereador e professor Sérgio Diniz.

Apesar de não ter se elegido para a Câmara Federal na última eleição, teve uma boa votação. Foi o segundo, em todo o Estado, do seu partido. Totalizou 16.452 votos. Em Campos, somou 13.928. Só perdeu para Anthony Garotinho e Arnaldo Vianna.

Diniz era um dos nomes mais cotados para disputar a Prefeitura neste ano pelo PPS.

Genro do falecido prefeito Zezé Barbosa, vale lembrar que, na eleição em 1990, os dois foram candidatos a deputado federal. Na divisão de votos, não se elegeram.

Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A ditatura e a usina de Cambahyba


"Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”


Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.

Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.

Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.

Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.

A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).

David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados 

Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.

“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”

Os dez presos incinerados

-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).

O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.

Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”

“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

terça-feira, 1 de maio de 2012

Em mensagem, Dilma critica lógica perversa do setor financeiro

A presidente da República, Dilma Rousseff

Em pronunciamento veiculado em rede nacional de rádio e TV na noite desta segunda-feira (30), alusivo ao 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, a presidente Dilma Rousseff criticou os bancos pelas exorbitantes taxas de juros que praticam nas operações de crédito.




A presidente disse que, além de cuidar da economia, quer ser conhecida pela defesa da capacitação profissional do trabalhador brasileiro. “Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas”, afirmou.

Uma das iniciativas nesse sentido, segundo Dilma, é a concessão de bolsas para 100 mil brasileiros estudarem em universidades estrangeiras por meio do Programa Ciência sem Fronteira, que a presidente chamou, no pronunciamento, de Brasil sem Fronteira. A capacitação profissional, continuou a presidente, contribui para a luta contra a pobreza extrema, a conquista de melhores salários e, consequentemente, permite ao trabalhador ter acesso a mais bens e serviços.

Dilma cobrou dos bancos privados mais esforços para reduzir as taxas de juros cobradas em empréstimos, cartões de crédito e no cheque especial. E aconselhou o brasileiro a procurar os bancos que ofereçam as taxas mais baixas.

“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disse Dilma.

Para a presidente, com a queda da taxa básica de juros e a inflação estável, os bancos privados estão sem argumento para explicar a manutenção dos altos juros cobrados dos clientes. “O setor financeiro, portanto, não tem como explicar essa lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem”.

De acordo com a presidente, somente quando os juros nacionais chegarem ao patamar das taxas internacionais, a economia brasileira “será plenamente competitiva”, saudável e moderna.

Para fortalecer a economia do país e estimular a abertura de vagas de trabalho, Dilma citou que, no seu governo, retirou impostos incidentes sobre a folha de pagamento, “dando mais alívio ao empregador e mais segurança ao empregado”. E defendeu a necessidade de se investir em educação de qualidade "em todos os níveis" e, também, na qualificação e treinamento dos trabalhadores.

No pronunciamento que fez para comemorar o Dia do Trabalho (1º de maio), a presidente Dilma Rousseff também garantiu que irá combater “malfeitos e malfeitores”.

Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 24 de abril de 2012

PCdoB realiza exitosa Conferência Municipal sobre a Emancipação da Mulher


Avançar na luta pela ampliação dos direitos da Mulher e superar a subestimação do movimento emancipacionista. É com este objetivo que o comitê municipal do Partido Comunista do Brasil, em Campos, realizou nesta terça (24), a etapa municipal da 2ª Conferência sobre a Emancipação da Mulher. O evento teve início às 19h, na sede do Partido e contou com ampla participação dos convidados.



A mesa foi composta pela militante da UBM, Izabel Pimentel, a presidente do PCdoB - Campos, Professora Odete Rocha, a coordenadora da UBM - Campos, Vera Maria Oliveira e a advogada e coordenadora da UNEGRO, Leilza Azeredo.

Segundo a coordenadora municipal de Mulheres do PCdoB, Vera Maria Oliveira, “o evento pretende reunir de forma organizada toda sua militância, elegendo delegados e delegadas para etapa estadual da Conferência”.



A etapa estadual ocorrerá no dia 06 de maio, no auditório do Cremerj – Praia de Botafogo – das 9h às 16h. E por fim, a etapa nacional, que acontecerá de 18 a 20 de maio, em Brasília.

A cidade, o caos e o transporte


Após os momentos tensos do concurso público da prefeitura de Campos, suspenso, pelas irregularidades que se apresentaram antes e durante as aplicações da prova, as incertezas e o caos prevalecem...
Nos últimos dias os reflexos diários foram no deslocamento da população. Numa cidade em que o trânsito carece de ações imediatas, onde falta planejamento e prevalece o amadorismo, a greve dos rodoviários completou uma semana e nos remete ao conceito de cidade, que muito me aprecia e estamos cada vez mais distante em nossa planície.

Na sistematização do conceito de cidade, interagem a aglomeração, o cotidiano e a produção social. Na prática, esses conceitos permitem enxergar o seguinte: quanto menor a intervenção do poder público na organização dos espaços, na segregação, construção das diferenças e diversidades maior serão as dificuldades enfrentadas no cotidiano dos cidadãos. É assim quando uma gestão pública não investe e não dialoga sobre a qualidade do transporte público, não planeja uma logística integrada às necessidades da população. É assim em Campos dos Goytacazes!

Essa greve que parece ser aproximar do fim com a aprovação do acordo pela maioria da categoria, também nos serve como reflexão. Por aqui sistema de transporte não existe, demandas e ofertas não são considerados, reestruturação também não.

domingo, 15 de abril de 2012

Memórias da resistência

15 de Abril de 2012 - 6h33

Guerrilha do Araguaia não foi episódio qualquer, diz Paulo Abrão


O presidente da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, afirmou neste sábado (14) que a Guerrilha do Araguaia, que completou 40 anos no último dia 12, não foi um episódio qualquer da história do Brasil, mas um momento no qual houve um massacre direcionado a um conjunto de brasileiros resistentes em uma das maiores mobilizações militares.


A data foi lembrada durante o Sábado Resistente, ciclo de eventos realizado uma vez por mês no Memorial da Resistência de São Paulo. O evento é organizado pelo Memorial e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, para lembrar o período da ditadura militar no Brasil.

O encontro deste sábado debateu o legado do movimento guerrilheiro, além da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo Estado na região. “Reunir quase 3 mil soldados para dizimar a vida de 79 militantes é uma brutalidade que precisa ser cada vez mais denunciada e transformada em uma questão de debate público nacional para que as pessoas tenham consciência de que a violência da ditadura tem reflexos até os dias de hoje", disse Abrão.

Segundo ele, é necessário um trabalho cotidiano para superar a cultura da violência."Esse é o legado que a juventude do Araguaia deixa para nós”, acrescentou.

Atualmente, destacou Abrão, o país vive em uma democracia, porém ainda existem ambientes autoritários e de opressão nesse regime. “Saber se dar conta disso é perceber que a democracia não é um fim em si mesmo, é um processo, e nossa tarefa hoje não é mais a de simplesmente reconquistar o direito de votar e viver com liberdade, e sim o de democratizar nossas relações sociais e aquilo que nos iguala enquanto cidadãos.”

Para o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, Maurice Politi, é preciso regatar, a todo momento, os movimentos de resistência à ditadura militar, porque durante muitos anos passou-se uma borracha em cima do que aconteceu no país e, por isso, a juventude não conhece esse período da história. “Partimos do princípio de que só conhecendo o passado podemos entender o presente e construir um futuro melhor para que períodos como aquele não se repitam mais", disse ele.

Um dos homenageados do dia, José Moraes, conhecido como Zé da Onça, era um camponês que vivia no Araguaia e apoiou os guerrilheiros que lá se instalaram, ajudando-os com alimentação, abrigo e transporte de mantimentos “Eu me sinto muito emocionado, forte, porque eles eram pessoas humildes, que ajudavam os outros. Eles viam uma pessoa pela primeira vez e parecia que já a conheciam há 200 anos. Eu amava aquele povo. O que lembro dos guerrilheiros, eu vi e conto o que vi ao vivo. Eu convivi com eles.”

O movimento guerrilheiro no Araguaia começou no fim dos anos 1960 para lutar contra a ditadura militar. Organizado pelo PCdoB, o grupo acabou constituindo o primeiro movimento que enfrentou com armas nas mãos o Exército durante o regime militar. No conflito, morreram mais de 60 pessoas e muitos corpos continuam desaparecidos.

Agência Brasil

sábado, 14 de abril de 2012

Desrespeito da Prefeitura de Campos começa antes mesmo do servidor entrar

Prefeitura de Campos faz acordo e consegue que a Justiça mantenha concurso


A secretária de Planejamento e Gestão, Ana Lúcia Boynard Mendonça, informa que foi revogada pelo Juízo da 3ª Vara Cível de Campos, a decisão que suspendia a realização do Concurso Público no dia 15 de abril. As provas serão aplicadas normalmente no domingo, dia 15, sem alteração nos horários e locais divulgados pelo Cartão de Confirmação de Inscrição.

O juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, teria reconsiderado a decisão que suspendia o concurso público. Diante da nova decisão, que teria sido embasada por uma acordo entre o advogado das partes, que entraram com a ação, e a Procuradoria do Município, as provas estão mantidas.

Em entrevista por telefone a Folha, o advogado Túlio Fiori Rezende, que representa dois candidatos, confirmou o acordo, que garante aos seus clientes o direito de fazer as provas em Campos. A polêmica foi iniciada, quando alguns candidatos foram encaminhados para fazer provas fora de Campos, tendo em vista que, segundo a Justiça, o edital não prevê isso.

O concurso público da Prefeitura de Campos  têm 53 mil inscritos. Em Campos são 26 os locais de realização das provas, onde farão provas candidatos de Campos e cidades vizinhas. Dos 53 mil candidatos que confirmaram a inscrição, 31 mil deles são de Campos  e da região. O Cepuerj informou que distribuiu os locais de acordo com as unidades disponíveis e com estrutura adequada para atender aos candidatos. O concurso engloba cargos de áreas de níveis médio, superior e para carreiras na área de Educação.

No seu blog particular, o procurador Francisco Pessanha confirmou a informação que a Procuradoria Geral do Município conseguiu revogar a liminar concedida pelo juiz Marco Antônio de Moura Britto.
Abaixo, a nova decisão na íntegra:

Reprodução do blog Francisco Pessanha





















Entenda o que aconteceu antes — No início desta tarde, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu o concurso público da Prefeitura de Campos, que tinha provas marcadas para o domingo (15), sob alegação de desrespeito ao edital de abertura.

De acordo com a decisão inicial da Justiça houve desrespeito ao edital, tendo em vista a prova objetiva (primeira etapa) estava prevista para ser realizada no município de Campos, não estando prevista a alteração do local da prova. No entanto, alguns candidatos teriam que fazer a avaliação em outras cidades. Segundo o juiz, “o número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes”.

A decisão anterior teria sido tomada depois que uma candidata recorreu à Justiça ao ser informada que teria que fazer a sua prova fora de Campos.O juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, destaca na sua decisão que estão suspensas as provas para todos os candidatos e não só os que fariam as avaliações em outras cidades. O juiz pede que o Oficial de Justiça Plantonista comunique em caso de urgência a Prefeitura de Campos e ao Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj).




Processo Nº 0027004-48.2012.8.19.0014
Veja a decisão anterior na íntegra:

Descrição: Compulsando os autos, verifico que, com efeito, o edital do concurso público referido pela impetrante em sua petição inicial prevê que a prova objetiva (primeira etapa do certame) está prevista para ser realizada no dia 15 de abril de 2012, no Município de Campos dos Goytacazes (item 8.1.1), sendo possível, a critério da administração, a mudança da data e do horário de aplicação da referida prova (item 8.2.2), tudo conforme documento de fls. 32 destes autos. As duas cláusulas do edital são complementam uma à outra: a primeira determina que a prova objetiva se realize obrigatoriamente nos limites do Município de Campos dos Goytacazes e a segunda permite à administração alterar o horário e a data da prova; a cláusula 8.1.2 não prevê a alteração do local da prova e não poderia mesmo fazê-lo sob pena de contrariedade ao disposto na cláusula 8.1.1. Assim, a administração deve obedecer às normas que ela própria se impôs, sob pena de infração ao princípio de que o edital vincula tanto a administração quanto os concorrentes, sendo, pois, vedada a realização de provas fora dos limites territoriais de Campos dos Goytacazes. O número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes. Registre-se, por oportuno, que a atitude da administração, além de infringir o edital do certame, viola o princípio da isonomia, sendo óbvio que os candidatos que fizerem a prova em Campos dos Goytacazes serão beneficiados, eis que não estarão submetidos ao desgaste de uma viagem de cerca de trezentos quilômetros e aos problemas de encontrarem uma acomodação condizente que, por certo, roubarão preciosas horas de estudo daqueles que forem obrigados a tanto. Os argumentos acima expostos traduzem a fumaça no bom direito. O perigo na demora decorre do risco de a impetrante deixar de realizar a prova ou ter de realizá-la em condições de inferioridade relativamente aos candidatos de Campos dos Goytacazes. A impetrante requer, em sede liminar, sejam as autoridades coatoras instadas a lhe garantirem a realização da prova em Campos dos Goytacazes ou, sucessivamente, que sejam obrigadas a suspender a aplicação da mesma. O primeiro pedido, embora, a princípio, pareça oferecer a solução mais prática, não pode ser acatado, vez que os demais candidatos que forem obrigados a se deslocar ao Rio de Janeiro poderiam, posteriormente, alegar ofensa ao princípio da isonomia e o concurso acabaria questionado nos tribunais, o que convém evitar. Isto posto, concedo a liminar para determinar a suspensão da prova objetiva a ser aplicada em 15 de abril de 2012, relativamente a todos os concorrentes, inclusive aqueles designados para prestá-la em Campos dos Goytacazes, cientes as autoridades impetradas de que a sua realização, além de acarretar as penas da desobediência, provocará a nulidade da primeira etapa do concurso, ficando vedada designação de outra prova objetiva até que todos os candidatos sejam alocados em Campos dos Goytacazes. Intimem-se as autoridades coatoras dos termos da decisão concessiva da liminar, notificando-se elas para que, no prazo de dez dias, prestem as informações que julgarem necessárias. Cientifiquem-se o Município do Rio de Janeiro e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pessoas jurídicas às quais se encontram vinculadas as autoridades apontadas como coatoras, o que deve ser feito através de seus respectivos órgãos de representação judicial, enviando-lhes cópia da inicial sem documento, para que, querendo, ingressem no feito. Intime-se o impetrante dos termos desta decisão. Cumpra-se por Oficial de Justiça Plantonista dada a urgência do caso. 
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Jandira Feghali confirma presença no 1º Festival de Cinema do IFF

Jandira Feghali


A presidente da Frente Parlamentar de Cultura, deputada federal Jandira Feghali (PCdoB - RJ) , tem percorrido todo o país como representante do Ministério da Cultura, na defesa e implantação de políticas públicas para a Cultura. Neste contexto, a deputada visitará o Norte Fluminense, mais precisamente a cidade de Campos dos Goytacazes, no 1º Festival de Cinema do IFF - Instituto Federal Fluminense.

O festival ocorrerá no Campus Centro (IFF Campus - Centro) entre os dias 16 e 20 de abril. No dia 19, às 18h, Jandira Feghali marcará presença na mesa de debates levantando as políticas culturais do governo federal, anseios e expectativas do setor junto à sociedade campista.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fidel Castro: O mundo maravilhoso do capitalismo

2 de Abril de 2012 - 6h19

A busca da verdade política sempre será uma tarefa dura, mesmo em nossos tempos, quando a ciência pôs em nossas mãos um grande número de conhecimentos. Um dos mais importantes foi conhecer e estudar o fabuloso poder da energia contida na matéria.

Por Fidel Castro


O descobridor dessa energia e seu possível emprego foi um homem pacífico e bonachão que, apesar de seu repúdio à violência e à guerra, solicitou seu desenvolvimento aos Estados Unidos, então presidido por Franklin D. Roosevelt, de conhecida posição antifascista, líder de um país capitalista em profunda crise, que tinha contribuído para salvar com fortes medidas que mereceram o ódio da extrema direita de sua própria classe. Hoje esse Estado impõe ao mundo a mais brutal e perigosa tirania que nossa frágil espécie já conheceu.

Os despachos procedentes dos Estados Unidos e seus aliados da Otan se referem aos crimes cometidos por eles e seus cúmplices. As cidades mais importantes dos Estados Unidos e da Europa refletem constantes batalhas campais entre os manifestantes e a polícia bem treinada e alimentada, com carros blindados e escafandros, distribuindo golpes, pontapés e gases contra mulheres e homens, torcendo mãos e pescoços de jovens e velhos, mostrando ao mundo as covardes ações que são cometidas contra os direitos e a vida dos cidadãos de seus próprios países.

Até quando podem durar semelhantes barbaridades?

Para não ser extenso, já que estas tragédias irão sendo apresentadas cada vez mais pela televisão e a imprensa em geral, e serão como o pão que a cada dia se nega aos que menos têm, citarei o despacho recebido hoje, de uma importante agência de notícias ocidental:

“Boa parte das costas japonesas do Pacífico poderiam ficar inundadas por uma onda gigantesca superior a 34 metros se se produzisse um terremoto poderoso, segundo os cálculos revisados de um painel do governo.

Qualquer tsunami desencadeado por um terremoto de magnitude 9 na depressão de Nankai, que vai desde a principal ilha japonesa de Honshu até a ilha sulista de Kyushu, poderia alcançar os 34 metros de altura, assinalou o comitê.

Um cálculo anterior em 2003 estimava que a altura máxima de tal onda seria inferior aos 20 metros.

A usina de Fukushima tinha sido projetada para resistir a um tsunami de 6 metros, menos da metade da altura da onda que a impactou em 11 de março de 2011.”

Mas não há razões para preocupação. Outro despacho, datado 30 de março, pode nos tranquilizar. Procede de um meio realmente bem informado. Sintetizarei em breves palavras: “Se você fosse jogador de futebol, xeique árabe ou executivo de uma grande multinacional, que tipo de tecnología lhe faria suspirar?

Recentemente, umas conhecidas lojas de luxo em Londres inauguraram uma seção inteira dedicada a amantes da tecnologia com carteiras abarrotadas.

Televisores de um milhão de dólares, câmeras de vídeo Ferrari e submarinos individuais são alguns dos fetiches para fazer as delícias do milionário.

O televisor de um milhão de dólares é a joia da coroa.

No caso da Apple, a empresa se compromete a entregar seus novos produtos no mesmo dia do lançamento no mercado.

Imaginemos que saimos de nossa mansão e já estamos cansados de rondar por aí com nosso iate, limousine, helicóptero ou jet. Ainda nos resta a opção de comprar um submarino individual ou para duas pessoas.”

A oferta prossegue com celulares com capa de aço inoxidável, processador de 1,2 Gigahertz e 8 Gigas de memória, tecnologia NFC para realizar pagamentos através do celular, câmera de vídeo de marca Ferrari.

É verdade, compatriotas, que o capitalismo é uma coisa maravilhosa! Talvez nós sejamos culpados de que cada cidadão não tenha um submarino particular na praia.

Foram eles e não eu quem misturou no mesmo saco os xeiques árabes e os executivos das grandes transnacionais com os jogadores de futebol. Pelo menos estes últimos entretêm milhões de pessoas e não são inimigos de Cuba. Devo esclarecê-lo.

Fidel Castro Ruz

1º de abril de 2012, às 20h35

Fonte: Cubadebate

Tradução da Redação do Vermelho

domingo, 1 de abril de 2012

Cachoeira filmou corrupção nos Correios para vingar Demóstenes


    Publicado em 31/03/2012
As imagens em que um diretor dos Correios, Mauricio Marinho, guarda uma propina de R$ 3 mil – divulgadas na Veja e reproduzidas no jornal nacional – foram o início da crise política que resultou na queda do Chefe da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu.

O então presidente do PTB, Roberto Jefferson, que controlava os Correios, considerou que o Governo não o protegeu e ao partido de forma adequada, e deu uma entrevista à Folha (*) em que, pela primeira vez, usou a palavra “mensalão”, associada a Dirceu.

Quem mandou fazer a fita foi Carlinhos Cachoeira, para vingar Demóstenes Torres.

Quem faz essa acusação é Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis, que foi derrubado da Prefeitura numa operação de grampos desaparecidos, como os que parecem ter a marca de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres.

Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Ernani de Paula foi casada com uma suplente de Demóstenes.

Ela assumiria o lugar dele no Senado, se Demostenes saísse do PFL, entrasse no PMDB, e assumisse, como combinado, o  cargo de Secretário Nacional de Justiça, uma espécie de vice-Ministro da Justiça.

Demóstenes não foi nomeado e acredita que Dirceu foi quem vetou o nome dele.

Este ansioso blogueiro entrevistou Ernani de Paula esta semana.

Ele fala deste vídeo e do outro, que deu início ao enfraquecimento de Dirceu: aquele em que Valdomiro Diniz, então funcionário da Loteria do Rio, pede dinheiro a Cachoeira.

O vídeo foi exibido dois anos depois, quando Diniz trabahava com Dirceu.

Ernani de Paula fala também de seu amigo de infância em Mogi das Cruzes, São Paulo, Valdemar da Costa Neto.

Valdemar era do PR, partido de José Alencar, candidato a vice de Lula.

Atingir Valdemar passou a ser um dos objetivos – segundo Ernani –, porque era uma forma de atingir Alencar, Lula e Dirceu, que particiou de reuniões com Valdemar, durante a campanha.

Eis os trechos principais dessa conversa do ansioso blogueiro com Ernani:

Como foi feita a fita em que um funcionário dos Correios recebe uma propina de 5 mil reais de alguém que se passava por um empresário do Paraná e estava interessado em uma concorrência dentro dos Correios?

Essa fita foi produzida pela equipe do Carlos Cachoeira. Que fez essa fita para poder criar uma confusão e ser publicada, como foi. Porque a fita do Waldomiro já tinha sido entregue ( à Veja ) através de um senador do Mato Grosso e detonou um processo de corrupção dentro do palácio com essa fita do Waldomiro. Então esse processo todo foi criado. E não foi o mensalão aquela ideia de que a gente tem do mensalão de que todos os deputados receberam todos os meses. Tanto é que isso não aconteceu. Tivemos um ou outro, enfim… Mas pegaram ícones para que pudessem pegar o governo logo em seu início e enfraquecê-lo.


Então a sua tese é de que a fita do Waldomiro, feita pelo Carlinhos Cachoeira, é do mesmo objetivo, tem a mesma função da fita dos Correios?

Com certeza. Com certeza. Até porque eu sofri isso quando fui prefeito da cidade de Anápolis. Eles usaram não com câmera. Mas usaram com fitas cassete.


De áudio?

De áudio, e depois desmentindo. Quem fez isso? Para ir na CPI para inventar o factóide. Depois de feito o processo.


A versão que existe é de que a fita dos Correios teria sido feita por um empresário, um suposto empresário do Paraná, que queria participar de uma concorrência. Quem fez na verdade a fita dos Correios na sua opinião?

Na minha opinião foi feito por essa equipe do Carlos Cachoeira.


Quem?

O nome não me recordo. … São pessoas que saíram do serviço secreto de Brasília, de espionagem, dessa coisa toda, e estão aposentados, sem ter o que fazer, ficam espionando a vida de todo mundo.


E essa pessoa, essa pessoa é ligada ao Carlinhos Cachoeira?

Sim. Sim. Ligada ao Carlinhos Cachoeira.


É funcionário do Carlinhos Cachoeira?

Não, funcionário eu não posso dizer de carteira assinada. Mas deve ter sido feito um trabalho, um trabalho encomendado por ele. Para quem interessasse. Para poder alimentar uma crise que ela não existia. O tal chamado mensalão, que não existe o mensalão.


Essa reportagem descrevendo esse esquema de corrupção e essa propina dos Correios foi publicada na revista Veja por um jornalista chamado Policarpo. O senhor sabe se o Policarpo tem ligações ou tinha ligações com o Carlinhos Cachoeira?

Eu o encontrei uma vez dentro de sua empresa em Anápolis chamada …. (Vitapan), uma indústria farmacêutica ali no distrito agroindustrial.


O senhor encontrou o Policarpo em uma empresa do…

Do Carlinhos Cachoeira, sim. E o Carlinhos Cacheira disse que ele tinha vindo para conversar com ele. Eu me retirei. Fui embora. Eu perguntei quem era. Ele falou quem era.


O Carlinhos Cachoeira tem que ligação com o senador Demóstenes Torres?

Eles são bastante amigos e hoje, me parece, sócios, né.

Porque tudo o que a imprensa tem dito. As fitas gravadas, os recursos. Enfim. Parece que aí há uma sociedade deles.


Qual é a sua preocupação em revelar esses fatos. Qual é o interesse que o senhor pode ter em revelar esses fatos?

Olha, eu conheço e fui prefeito de Anápolis. Uma bela cidade. Tive o prazer de governar lá por trinta meses. Mas eu sofri na pele o que está acontecendo, o que aconteceu no mensalão. Eu nunca pude falar. Eu tive lá problemas de gravações. Depois quem gravou foi e disse em uma CPI que eu teria pego recursos dele. Desmentiu. Eu tenho documento disso, em cartório. E eu sofri na pele. Quem é que fez, lá, esse trabalho? Para mim, são três pessoas fundamentais no processo. Tem aquele que faz o trabalho em campo, no varejo, aquela… O trabalho mais sujo. Subterrâneo. O espião, o esconderijo e tal.


Esse quem é no caso?

Carlinhos Cachoeira. Depois você tem uma equipe que é política. Depois você tem aquela que vai explodir. Um setor da imprensa é importante. E no meu caso específico eu tive um governador de Estado, Marconi Perillo. Que, junto com o Demóstenes, já combinado, por interesses políticos no futuro, não queria que eu fosse candidato a governador, fez uma intervenção no município, aonde o vice-governador sentou na cadeira de prefeito, e eu tive o meu mandato cassado.


O seu mandato foi cassado em Anápolis?

Foi cassado pela Câmara dos Vereadores, mas foi cassado pelo Marconi Perilo primeiro. Só em Goiás acontece uma coisa dessas. Fazer uma intervenção na maior cidade do Estado e ninguém falar nada.


A sua mulher é suplente do senador Demóstenes?

Ela foi suplente por oito anos, mas eu quero deixar claro que ela nunca assumiu nenhum dia do mandato, coisa que a cidade lamentou muito, porque queria ver a sua representante no Senado Federal. Eu acho até que não queriam dar regalias, intimidades, e assumiram, porque não podia, né. Falavam na época. Porque não fica bem um senador passar para um suplente a sua vaga. Fica parecendo que teve negociata, teve isso, teve aquilo. Ela nunca assumiu, porque nunca teve esse tipo de contato conosco, mas agora me parece que era justamente para não ficar sabendo o que acontecia e aconteceu lá.


Existe a versão de que o senador Demóstenes era candidato a um cargo muito importante, o cargo de Secretário Nacional de Justiça, no Ministério da Justiça, no governo Lula, e que esse cargo daria a ele a oportunidade por exemplo para lutar pela legalização do jogo no Brasil…

Exatamente. Como lutou. Teve um trabalho no Congresso nesse sentido.


E ele não foi aceito para ocupar essa função?

Não. Essa negociação política, eu fiquei sabendo de bastidores, até por um deputado federal lá do meu Estado Ele (Demóstenes) estava cotado, e estava muito chateado porque teria de sair do partido (PFL) , se tornando aí uma pessoa importante, um novo líder, talvez. … E depois isso esfriou e não andou e aquela coisa toda… Então veio ali do Palácio, da Casa Civil, algum tipo de veto, alguma coisa que incomodou ou deixou esse pessoal incomodado. Porque era um cargo importante, né.


Nessa interpretação, o senador Demóstenes estaria, nesse episódio dos Correios, se vingando do veto do Zé Dirceu?

Claro, claro. Você vê, eles estavam juntos desde o início, nós estamos sabendo pela imprensa, pelas escutas da Polícia Federal. Não tenha dúvida de que nós tivemos aquele varejo, nós tivemos a parte política que deu o start, no Congresso, no Senado, nós tivemos a mídia, e depois tivemos outras pessoas que foram acionadas de acordo com a necessidade para dar andamento e crescimento nesse tal do mensalão, nessa CPI.


O senhor foi procurado de alguma maneira, conhecendo Anápolis, conhecendo Valdemar da Costa Neto, foi procurado para dar informação ou prejudicar o Valdemar da Costa Neto que se tornou um dos réus do mensalão?

Foi a ex-mulher dele Maria Cristina Mendes Caldeira me procurou através de uma pessoa, um amigo em comum.


O senhor pode dizer quem é esse amigo em comum?

Posso, é um jornalista, chamado Hugo Stuart. Eu o encontrei um dia na Câmara, ele falou: olha, eu estou fazendo determinada matéria, que era enfim sobre esse assunto…


Ele de que órgão de imprensa era?

Era da revista Isto É. Ele falou olha, tem uma pessoa, que é a Maria Cristina, que talvez te ligue. Vá te conhecer. Aquelas coisas. Ela ligou mesmo, me procurou na Fazenda, passou lá dois dias, mas realmente querendo que eu fosse depor contra o Valdemar nesse processo ou num processo de divórcio que ela estava movendo contra ele. Enfim, queria que eu falasse mal do Valdemar para poder alimentar esse processo. Tornei a encontrá-la aqui no escritório de uma pessoa chamada Bolonha Funaro…


Que é considerado um doleiro e que depos numa CPI, na qualidade de doleiro, e se beneficiou de um regime de delação premiada.

Exatamente, exatamente.


E qual era o papel do doleiro?

Pois é, eu também fui procurado por ele … Eu falei que estava indo para a Universidade do meu pai, para capitalizar recursos, e ele tem lá uma financeira. E ele disse que poderia viabilizar isso em algum banco. Então ele foi a Goiânia conversar comigo. Mas eu vi que a intenção dele de verdade era que eu falasse também mal do próprio Valdemar, em qualquer tipo de processo, em qualquer tipo de depoimento.  Logo após essa conversa em Goiânia ele marcou um almoço aqui no Rodeio, em São Paulo, e ele… Toca o telefone, eu vou atender, é um repórter da revista Veja. E logo em seguida, almoçamos e tal… E à noite marcamos um jantar … Mas o mais estranho desse episódio…


Mas só para não interromper. Nós temos aí o doleiro participando da mesma operação para obter depoimentos seus contra o Valdemar Costa Neto.

Para poder cada vez mais configurar que havia o mensalão. O que eu achei mais estranho é que a minha ex-mulher recebeu um telefonema do senador Demóstenes Torres dizendo que um reporter da Revista Veja tinha ligado para ela e pedido o meu telefone para ela. Ela passou o telefone. A coincidência é que no mesmo horário eu estou à mesa do Rodeio sentado com o Bolonha Funaro e toca o telefone.


O senhor teme que essa denúncia possa lhe provocar algum tipo de problema pessoal?

Em que sentido? De morte, política?


Qualquer uma.

Olha, hoje eu não faço parte de nenhum partido político. Eu tenho uma história, eu tenho uma vida, esse processo feito por mim lá em Anápolis, eu sei que nem todo mundo acerta aquilo que gostaria. Mas também nem todo mundo erra para fazerem aquilo que fizeram. Eu acho que foi uma grande injustiça. A população da minha cidade, o meu estado merecia, os meus amigos, a minha família, mereciam ter esse esclarecimento. Você não tenha dúvida que isso foi armado. Que isso nunca existou em termos de mensalão. Foi para desestabilizar, foi uma represália. Só que ela pegou num volume, de tal forma, que aí as coisas se complicaram.


O senhor não tem dúvida da relação entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres?

Nenhuma. Muito pelo contrário. Eu estive lá com ele junto. Aliás aquele rádio de que tanto falam…


O Nextel?

Eu tive um na campanha dele em 2006.


Quem lhe deu?

Carlinhos Cacheira. Tive, ele me deu um, era uma cortesia durante a campanha


O senhor chegou a pedir ao empresário Carlinhos Cachoeira, dono de uma empresa de Genéricos, recursos para a sua campanha?

Não. Não. Não o conhecia. Eu conheci o Carlinhos Cachoeira pessoalmente depois de eleito prefeito.


E o senhor não tem dúvidas da relação entre eles e a revista Veja?

Eu acho que não tem mais dúvida. Eu acho que quem duvidar de alguma coisa… Eu não sei se é maliciosamente ou não. Se é comercialmente ou não. Porque o repórter a função dele é buscar as notícias na hora em que ela é produzida. E as fontes às vezes são aquelas não tão republicanas, vamos chamar assim.


E para reforçar. Aquele vídeo famoso, que deu origem ao mensalão, deu origem à denúncia do Roberto Jefferson, contra o José Dirceu, o senhor Marinho recebendo 5 mil reais de propina, aquele vídeo é obra do Cachoeira?

Sim, claro.


Dito por ele?

Ele me contou.

( Ernani de Paula contou também que Carlinhos Cachoeira não só disse que tinha mandado fazer o vídeo dos Correios, como mostrou a ele a camêra que tinha sido usada, uma camera escondida na lapela do paletó. )
 
Ernani de Paula entregou este documento para provar que que foi derrubado da Prefeitura de Anápolis por gravações depois destruidas. O que, segundo ele, é uma tecnologia tipica de Carlinhos Cachoeira


 Policarpo da Veja esteve na Vitapan do Cachoeira

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 30 de março de 2012